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Igor Gadelha

6x1: Erika Hilton diz que acordo para transição foi "caminho possível"

Erika Hilton defendia redução imediata da escala e da jornada após promulgação da PEC 6x1, mas diz entender nuances para transição

26/05/2026 16:34
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Erila Hilton

Uma das autoras da PEC do fim da escala 6×1, a deputada Erika Hilton (Psol-SP) avalia que o acordo para uma transição na redução da jornada de trabalho de 44h para 40 h foi o “caminho possível”.

À coluna, Erika ressaltou que, particulamente, defendia que a redução da escala para 5×2 e da jornada para 40 horas semanais deveria ser imediata após a promulgação da PEC pelo Congresso Nacional.

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Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
Deputada Erika Hilton
Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Erika Hilton (PSol-SP)
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Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Erika Hilton (PSol-SP)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Deputada Erika Hilton (PSol-SP)
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Deputada Erika Hilton
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Deputada Erika Hilton

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O entendimento de Erika é o mesmo do presidente Lula e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Lula, porém, aceitou a transição após acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Foi um caminho possível e que trará alívio rápido ao trabalhador. Queríamos que fosse imediato, mas entendemos as nuances”, disse Erika.

Para a deputada, o acordo representa uma “vitória” diante da sugestão da oposição, que queria ampliar a jornada de trabalho para 52 horas semanais em determinadas categorias ou um período maior de transição.

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Erika é autora de uma PEC sobre o fim da escala 6×1 e foi a responsável por impulsionar a discussão em 2024. A proposta da deputada acabou apensada à PEC atualmente em discussão na Câmara.

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Regra de transição

Em coletiva de imprensa, Hugo Motta anunciou que a redução da escala de trabalho de 6×1 para 5×2 começará a valer 60 dias após a promulgação da PEC. Já a diminuição da jornada será feita de forma escalonada.

Nos primeiros 60 dias, a jornada será reduzida para 42h por semana. O restante será reduzido ao longo de um ano, até que a jornada semanal seja fixada em 40 horas.

No mesmo dia do acordo entre Lula e Motta, o relator da PEC, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), leu seu parecer sobre a proposta na comissão especial da Câmara que analisa o tema.

A votação do texto, entretanto, acabou adiada após um pedido de vista de um deputado bolsonarista. O presidente da Câmara pretende votar a PEC no plenário da Casa até o fim da semana.