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É o bicho!

Veterinário orienta como aquecer pets idosos e evitar dores no inverno

No inverno, a perda de massa muscular e as doenças crônicas exigem atenção redobrada aos cães e gatos idosos

07/07/2026 02:00
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Imagem colorida de cachorro dormindo de coberta

A chegada do inverno exige atenção redobrada dos tutores de cães e gatos idosos para evitar o sofrimento dos pets. As baixas temperaturas aumentam desconfortos pré-existentes no organismo dos bichos, tornando mais evidentes os sinais de problemas de saúde em animais que já convivem com alterações articulares, cardíacas ou renais graves.

O envelhecimento natural provoca mudanças que reduzem a capacidade dos peludos de manter a temperatura corporal estável. O veterinário e professor João Paulo Lacerda explica que a perda de massa muscular e de gordura, que ajudam no isolamento térmico, faz com que animais idosos sintam mais os efeitos do frio, além da redução natural do metabolismo.

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Por isso, tutores devem ficar atentos a sinais como tremores, busca frequente por locais aquecidos, menor disposição para brincar e rigidez ao caminhar. Identificar esses indícios de dor ajuda a buscar suporte veterinário e realizar adaptações no ambiente doméstico antes que o quadro clínico se agrave.

Imagem colorida de cachorro idoso em caminha
O uso de cobertores e mantas ajuda a manter a temperatura corporal e reduz a rigidez articular dos cães mais velhos no inverno

Impacto do frio e doenças crônicas

 João Paulo Lacerda afirma que, embora as baixas temperaturas não sejam diretamente responsáveis pelo surgimento de doenças, elas costumam intensificar sintomas de condições que já fazem parte da rotina do animal. Pets que sofrem com artrose, por exemplo, passam a apresentar um nível de dor muito mais severo e grande rigidez física durante o inverno.

Para evitar crises, o veterinário traz o alerta sobre a necessidade de um monitoramento rigoroso da saúde geral nessa época do ano.

“Além dos problemas articulares, doenças respiratórias, cardíacas e renais também podem exigir maior acompanhamento durante o inverno. Por isso, mudanças no comportamento, na disposição ou na movimentação devem ser observadas pelos tutores e avaliadas por um médico-veterinário quando necessário”, orienta João Paulo.

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Para combater os efeitos negativos do clima e garantir o bem-estar dentro de casa, a recomendação médica é manter o animal em ambientes totalmente protegidos do vento e da umidade. O tutor deve colocar a caminha afastada do piso frio e, se possível, adicionar cobertores e mantas extras para auxiliar no aquecimento durante a noite, quando o frio é mais intenso.

Ajustes na rotina de exercícios e uso de roupinhas

O uso de roupinhas também é indicado para beneficiar indivíduos específicos, como cães de pequeno porte, com pelos curtos ou que possuam menor quantidade de gordura corporal. As peças, entretanto, precisam ser confortáveis para não limitar os movimentos. 

O professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) detalha que cobertores e camas acolchoadas ajudam bastante nesse período.

“Já as camas aquecidas podem ser uma boa opção para animais com dores articulares, desde que sejam utilizadas corretamente e sem excesso de calor”, orienta o profissional.

A manutenção da atividade física continua sendo fundamental para preservar a musculatura e a saúde das articulações no inverno. Os passeios devem ser realizados em períodos mais quentes do dia para evitar choque térmico. Além disso, é importante respeitar os limites do pet.

Imagem colorida de gato preto bebendo água em uma vasilha de vidro
Estimular o consumo de água fresca é fundamental para evitar a desidratação, já que felinos bebem menos líquido no inverno

 Cuidados diários e erros comuns

A alimentação e a ingestão de água dos animais também precisa ser monitorada pelos donos nos meses de frio. Com a redução natural das atividades no inverno, o risco de ganho de peso aumenta, exigindo que as porções de comida fiquem adequadas às necessidades reais.

A hidratação precisa de estímulo constante ao longo do dia, pois cães e gatos bebem menos água no frio, o que prejudica o organismo.

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Entre os erros mais comuns está o mito de que todos os animais estão protegidos apenas pela própria pelagem. Deixar o pet dormir diretamente no chão gelado ou suspender os passeios e medicamentos de uso contínuo sem orientação são falhas graves que colocam a vida do pet idoso em risco.

Com adaptações simples na rotina, acompanhamento profissional e sensibilidade aos sinais de desconforto, é possível proporcionar qualidade de vida aos animais. O cuidado preventivo impede que o período frio se transforme em sinônimo de sofrimento para os bichinhos na terceira idade.