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Pets ajudam idosos a enfrentar a terceira idade, afirma especialista
Os pets são conhecidos por proporcionarem alegria e conforto aos seus lares. Para os idosos, os benefícios são mentais e até físicos
atualizado
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Que os animais de estimação são ótimas companhias, muita gente já sabe. No dia a dia, eles ajudam a alegrar e trazer conforto diante da correria. Para os tutores da terceira idade, esse cenário é ainda mais especial: em uma fase muitas vezes marcada pela solidão, a presença de um pet em casa é um antídoto natural, ajudando-os a manter a alegria, a saúde mental e a socialização.
Benefícios gerais
Valeska Rodrigues, docente de medicina veterinária, afirma que para além da companhia, a rotina com um animal estimula a movimentação física e mantém a qualidade de vida dos idosos.“Isso gera responsabilidade e propósito diários, estimulando a pessoa a ser mais ativa e a manter cuidados com higiene, alimentação e ambiente.”
Segundo ela, a interação com outras pessoas durante passeios ou idas ao veterinário também ajudam a combater o isolamento social. “Em ambientes como hospitais e casas de repouso, a visita de animais já se mostra uma terapia que transforma a vida dos pacientes”, ressalta.
Planejamento é fundamental
Embora ofereça inúmeros benefícios, a escolha de cuidar de um pet deve ser feita com planejamento. A especialista alerta que, nesses casos, a rede de apoio é fundamental, assim como ocorre no nascimento de bebês.

Confira alguns fatores que devem ser considerados:
- O espaço e tipo de habitação;
- Restrições médicas do idoso;
- Capacidade de cuidado.
Valeska destaca que, em situações de mobilidade reduzida, gatos, peixes e pássaros podem ser excelentes opções. “Idosos mais ativos, por outro lado, podem se beneficiar da companhia de cães de raças mais tranquilas, que se adequem ao ritmo de passeios e brincadeiras”, complementa.

Pets também precisam de cuidados
Entre os principais cuidados, o acompanhamento regular com veterinário deve estar sempre em primeiro lugar. “Manter a saúde do pet em dia irá preservar a vida do idoso com qualidade.” Vacinas e vermífugos em dia, controle de parasitas como pulgas e carrapatos, banhos e alimentação balanceada são medidas essenciais.
Por último, a docente da Universidade de Franca (Unifran) reforça que o envelhecimento é um processo compartilhado entre tutor e animal de estimação. “Eles também envelhecem junto aos idosos e precisam de cuidados geriátricos. É o reflexo da vida em espécies diferentes e permite que os humanos tenham outro olhar para velhice, seja nos avós ou nos bichinhos”, conclui.







