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Nefrologista revela qual bebida pode aumentar risco de doença nos rins
O nefrologista Mendell Lemos revelou qual a pior bebida para a saúde dos rins e quais consequências ela pode trazer para saúde
atualizado
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Os rins são, informalmente, conhecidos como os “faxineiros” essenciais do corpo: filtram o sangue; eliminam toxinas, como ureia e creatinina; e expulsam o excesso de líquidos e sais pela urina. Mas, de acordo com o nefrologista Mendell Lemos, essa limpeza poderosa pode ser sobrecarregada pelo que ingerimos – e algumas bebidas comuns do dia a dia são capazes de se tornar verdadeiras “vilãs” do funcionamento do órgão.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista alertou que a pior escolha para o sistema renal é apostar em bebidas açúcaradas, como os refrigentes e sucos industrializados. Segundo Mendell, privilegiar o consumo desse tipo de bebida como substituto da água pode aumentar a incidência de doença renal crônica.

“A literatura médica aponta que a elevação de risco varia de 19 a 58%, no longo prazo na população que consome mais de uma porção deste tipo de bebidas por dia. Portanto, podemos afirmar que os refrigerantes devem ser substituídos por água ou por sucos naturais de frutas, sem açúcar.”
Entenda o impacto das bebidas na saúde dos rins
Embora o suco seja uma opção saudável para o organismo, Mendell garante que a melhor bebida para os rins continua sendo a água. “Para adultos saudáveis, beber mais de 2,5 litros de líquidos por dia (com o objetivo de produzir pelo menos 2 litros de urina) ajuda a prevenir cálculos renais“, explica.
Em casos em que o indivíduo tenha alguma condição renal, o médico esclarece que a ingestão de água deve ser ajustada. “Nesses casos, o consumo geralmente se limita entre 1 e 1,5 litro por dia. Quantidades menores ou maiores podem estar associadas a piores resultados renais”, aponta Mendell Lemos.

O consumo de bebidas álcoolicas também merece atenção. O nefrologista salienta que o excesso é fator de risco para a saúde como um todo, embora não seja possível estabelecer uma relação direta entre consumo moderado e disfunção renal.
“O que existe é uma relação entre o consumo de mais de 40g de álcool por dia (quatro doses de destilados) e a ocorrência de proteinúria — ou seja presença excessiva de proteínas (geralmente albumina) na urina, indicando falha nos filtros renais — especialmente em mulheres.”
Danos e recomendações
Embora seja válida a preocupação com a influência das bebidas na saúde renal, Mendell esclarece que ainda não está totalmente definido qual é o mecanismo exato de dano aos rins. “Nós sabemos que as bebidas impactam na chamada síndrome metabólica, mas, ao que se indica nas pesquisas atuais, este não é o único mecanismo”, reforça.
Diante dessas evidências, o nefrologista destaca que a melhor decisão para preservar o funcionamento dos rins é eliminar as bebidas açucaradas da rotina.
“Caso contrário, é importante limitar a ingestão a uma porção de aproximadamente 200 a 300 ml por dia. Aqueles que já convivem com doença renal devem, sem dúvidas, precisam eliminar o consumo”, alerta Mendell Lemos.
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