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Médico diz se dormir em menos de 5 minutos indica problemas de saúde
Pós-graduado em endocrinologia, o médico Wandyk Allison revela se o hábito de dormir rápido está atrelado a questões de saúde
atualizado
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Enquanto algumas pessoas “rolam” de um lado para o outro na cama com o objetivo de dormir, outras “pegam” no sono profundo em questão de segundos ou em menos de cinco minutos. A coluna Claudia Meireles perguntou ao médico Wandyk Allison se adormecer rápido demais é ou não um indicativo de problemas de saúde. De acordo com o especialista, a resposta é “sim”.
Com pós-graduação em endocrinologia e metabologia, o médico integrativo explica sobre esse comportamento: “Dormir muito rapidamente, especialmente em menos de cinco minutos, pode apontar privação crônica de sono, exaustão do sistema nervoso e alguns distúrbios, como apneia do sono.”
Outro fator mencionado pelo especialista em fisiologia a respeito de dormir rápido é a baixa qualidade do sono, mesmo com duração aparentemente adequada.
Abaixo, Wandyk faz um cronograma sobre o prazo para adormecer e as condições atreladas:
- Menos de cinco minutos: possível exaustão
- Entre 10 e 20 minutos: padrão fisiológico esperado
- Mais de 30 minutos: dificuldade de indução do sono
Conforme o especialista em nutrição clínica, dormir rápido demais não significa eficiência. “Em muitos casos, esse hábito demonstra que o organismo está em estado de sobrecarga”, argumenta.

Sono de qualidade
O médico ensina a verificar se o seu sono é de qualidade: “Não se analisa apenas pelo tempo total dormido. A avaliação correta é funcional”. Quando um indivíduo dorme bem, costuma despertar com sensação de descanso, ter energia estável ao longo do dia e dispor de boa capacidade de concentração e memória.
Humor estável, libido preservada e recuperação física adequada são outros sinais de que uma pessoa descansou bem. Quanto aos indícios de sono não reparador, Wandyk Allison lista cansaço persistente mesmo após dormir, sonolência diurna, irritabilidade, aumento da vontade por açúcar e queda de desempenho físico e mental.

O pós-graduado em endocrinologia esclarece por que algumas pessoas dormem com facilidade e outras não: “A diferença não está apenas no comportamento, mas na organização do sistema biológico do sono”. Entre os principais fatores para esse hábito, lidera o ritmo circadiano.
“É o relógio biológico interno, regulado, principalmente pela luz. Quando está alinhado, o corpo entende quando deve dormir e a hora de despertar. Quando está desregulado, há dificuldade para iniciar o sono”, endossa o médico.
Melatonina, cortisol e sistema nervoso autônomo, além de fatores metabólicos e hormonais, a exemplo da resistência à insulina, também interferem no momento de dormir. “O sono não deve ser interpretado como um hábito isolado. Trata-se de um sistema integrado envolvendo eixos hormonais, neurológicos e metabólicos. Quando apresenta falhas, o problema não é apenas comportamental, mas sim biológico”, conclui.

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