
Claudia MeirelesColunas

Menopausa: medicamento que aumenta libido é liberado nos EUA
Apesar de representar um importante passo para o bem-estar de mulheres na menopausa, ainda não há previsão de chegada ao Brasil até agora
atualizado
Compartilhar notícia

Mulheres na menopausa contam, agora, com uma ajuda para driblar a queda de libido — tão prejudicada com a mudança hormonal. O Food and Drug Administration (FDA) aprovou, nesta sexta-feira (19/12), nos Estados Unidos, o primeiro comprimido diário para tratar baixa libido em mulheres na menopausa.
O medicamento chamado Addyi (flibanserina) trata o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo em mulheres com menos de 65 anos. Desenvolvido pela Sprout Pharmaceuticals, a pílula já havia sido aprovada há uma década para mulheres jovens em condição de pré-menopausa.
Como age o medicamento para aumentar a libido na menopausa
O comprimido não é hormonal e age diretamente nos neurotransmissores — responsáveis por enviar as mensagens por meio de vias no cérebro, desencadeando as respostas celulares. O retorno do desejo sexual pelo fármaco acontece a partir do aumento dos neurotransmissores da dopamina e da norepinefrina, assim como pela diminuição da serotonina.
A pessoa que inicia o tratamento passa a ter mais respostas a pensamentos sexuais, o que não ocorre de maneira adequada quando há baixa libido por causa da menopausa, período em que níveis de estrogênio e progesterona diminuem significativamente.

De acordo com a desenvolvedora, há um aumento natural de pensamentos positivos sobre sexo a partir de uma lógica de antecipação de recompensa. Entretanto, o medicamento pode apresentar reações adversas em pacientes com problemas hepáticos ou que fazem uso de antifúngicos e antivirais. A reação varia entre aumento da pressão arterial e desmaios.
O medicamento começou a ser comercializado nos Estados Unidos e, até o momento, não há previsão de comercialização no Brasil.
Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.
