
Macarrão e aveia: nutricionistas analisam dieta do craque Mbappé
As nutricionistas Maria Clara Nogueira e Fernanda Coimbra avaliaram a dieta rigorosa de Kylian Mbappé, craque da Seleção da França

Na batalha pela artilharia da Copa do Mundo de 2026 está Kylian Mbappé, com sete gols, mesma quantidade de Erling Haaland. O astro da Seleção da França está atrás de Lionel Messi, que tem um gol a mais no torneio. Descrito pela Fifa como o grande “líder” do time, o centroavante e atacante tem a performance impulsionada por vários pilares saudáveis, sendo um deles a alimentação regrada.
A coluna Claudia Meireles conversou com as nutricionistas Maria Clara Nogueira e Fernanda Coimbra sobre a dieta rigorosa de Mbappé, de 27 anos. As duas especialistas destacaram que a alimentação de um atleta de elite é planejada para otimizar desempenho, recuperação e saúde a longo prazo. O craque segue um plano alimentar com redução do consumo de açúcar e de carne, e ingestão de macarrão e aveia.
“O desempenho de um atleta de alto rendimento depende da qualidade da alimentação como um todo, e não da exclusão de um alimento específico. Reduzir o consumo de açúcares adicionados pode favorecer um melhor controle glicêmico, diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados e facilitar a manutenção da composição corporal”, defende Maria Clara.
Carne
Quanto a “cortar” a carne da alimentação, Fernanda frisa sobre não ser um problema, desde que a dieta continue fornecendo proteínas de alta qualidade, ferro, vitamina B12 e outros nutrientes essenciais por meio de outras fontes, por exemplo, peixes, ovos, laticínios ou alimentos vegetais bem planejados.
“O mais importante não é excluir alimentos, mas garantir um aporte nutricional compatível com a intensidade dos treinos e das competições”, sustenta Fernanda.

Macarrão
Um dos pratos favoritos do camisa 10 da França é macarrão com salmão. Por vezes, a massa costuma ser vista como vilã da alimentação balanceada. De acordo com Maria Clara, o alimento não é prejudicial por si só: “Pelo contrário, é uma importante fonte de carboidratos, principal combustível para exercícios de alta intensidade, como o futebol.”
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA especialista esclarece que, em atletas, o consumo adequado de carboidratos é fundamental para manter os estoques de glicogênio muscular, diretamente relacionados ao desempenho físico. Ela acrescenta que o equilíbrio está na quantidade, frequência e combinações, como é o caso de Mbappé, que come a massa com salmão.
“Associar o macarrão a uma fonte de proteína de qualidade, como o salmão, e incluir vegetais torna a refeição mais completa. Além disso, versões integrais podem oferecer maior teor de fibras, embora, em momentos próximos aos treinos e competições, opções refinadas são mais indicadas por serem de digestão mais rápida”, avalia Maria Clara.

Aveia
Outro alimento que a superestrela do futebol francês come diariamente: a aveia. Conforme Fernanda Coimbra, da Tivolly Medicina Integrada, de Brasília (DF), o cereal é extremamente nutritivo por fornecer carboidratos de absorção gradual, fibras, magnésio, ferro, antioxidantes e vitaminas do complexo B.
“Para atletas, a aveia ajuda a oferecer energia de forma mais constante, favorece a saciedade e contribui para a saúde intestinal, fator cada vez mais reconhecido como importante para a imunidade e recuperação”, acentua a nutricionista. Ela cita sobre o potencial da betaglucana, fibra presente no cereal com potencial de beneficiar a performance esportiva.

Gordura
Considerado um dos maiores nomes do futebol mundial, Kylian Mbappé segue um plano alimentar que busca manter um baixo percentual de gordura. Segundo a dupla de especialistas, essa tática melhora a relação entre potência e peso corporal, permitindo maior velocidade, agilidade, aceleração e resistência dentro de campo.
“Dispor de baixo percentual de gordura ainda reduz a sobrecarga sobre as articulações e pode diminuir o risco de algumas lesões”, pontua Fernanda Coimbra. Ela e Maria Clara evidenciam que o objetivo não é alcançar o menor índice possível por comprometer a imunidade, recuperação muscular, produção hormonal e o desempenho cognitivo.
“É importante destacar que ‘quanto menor, melhor’ não é uma regra. Percentuais excessivamente baixos podem comprometer a disponibilidade energética, aumentar o risco de lesões, prejudicar a recuperação, afetar a imunidade e alterar funções hormonais. O objetivo é atingir uma composição corporal individualizada que favoreça saúde e desempenho”, finaliza Maria Clara Nogueira.

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