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Copa do Mundo 2026Claudia Meireles

Conheça a história do técnico da Noruega que "morreu" por sete minutos

Técnico da Seleção da Noruega, Stale Solbakken sofreu uma parada cardíaca. Ele tinha 33 anos e ficou sem batimentos por sete minutos

08/07/2026 11:39, atualizado 08/07/2026 11:40
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Rob Newell - CameraSport via Getty Images
Foto colorida de homem com crachá da Copa do Mundo de 2026 - Metrópoles

Se atualmente comemora o feito de levar a Seleção da Noruega para as Quartas de Final da Copa do Mundo após 28 anos sem participar da competição, o técnico do time dos Vikings, Stale Solbakken, já teve o funeral planejado pela mãe. Em 2001, o ex-jogador de futebol sofreu uma parada cardíaca e ficou com o coração parado por sete minutos.

Quando o árbitro apitou para o encerramento da partida entre Noruega e Costa do Marfim, no último dia 30, Solbakken correu para as arquibancadas do MetLife Stadium a fim de dar um beijo na esposa, Anniken Solbakken. Com o gesto, ele celebrou o dom da vida, que quase perdeu após cair desacordado no centro de treinamento do clube Copenhagen, na Dinamarca.

Conheça a história do técnico da Noruega que “morreu” por sete minutos - destaque galeria
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Abraço de Haaland no treinador de equipe
Antes de comandar a equipe dos Vikings, ele atuou como meio-campista
Seleção da Noruega
Beijo de Solbakken na esposa
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Beijo de Solbakken na esposa

Patrick Smith - FIFA/FIFA via Getty Images
Abraço de Haaland no treinador de equipe
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Abraço de Haaland no treinador de equipe

Jean Catuffe/Getty Images
Antes de comandar a equipe dos Vikings, ele atuou como meio-campista
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Antes de comandar a equipe dos Vikings, ele atuou como meio-campista

Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images
Seleção da Noruega
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Seleção da Noruega

@herrelandslaget/Reprodução/Instagram

Quando teve a parada cardíaca após se aquecer, Solbakken estava com 33 anos. Ele atuava como meio-campista do time dinamarquês. Em entrevistas, o ex-atleta contou que foi considerado morto clinicamente por alguns minutos a ponto de sua mãe começar a planejar o funeral.

A tragédia só não teve mais capítulos finais tristes devido à intervenção imediata do médico do clube, Frank Odgaard. Ao ver a condição do então jogador, o especialista entrou em ação e iniciou o procedimento de reanimação cardiopulmonar. A rápida chegada de uma ambulância com desfibrilador também contribuiu para que Solbakken não morresse.

Foto colorida de homem com o uniforme da Seleção da Noruega na Copa do Mundo de 1998 - Metrópoles
Stale Solbakken defendeu a Seleção da Noruega na Copa do Mundo de 1998

“Não conseguia ver nada, apenas escuridão total. Então, uma luz clara. Digamos que um túnel. Era uma luz linda. Quando me acordaram, pensei: ‘Ah, não, será que posso ficar aqui mais um pouco?’ Não tenho explicação para o que vi”, recordou o técnico da Seleção da Noruega. À época, ele ficou um período hospitalizado e se submeteu a uma cirurgia.

O comandante da equipe norueguesa vive com um desfibrilador implantado no peito. Em 2009, ele enfrentou um susto com o coração novamente. O episódio fez com que o então meio-campista terminasse a carreira dentro dos gramados. Em conversas, ele revelou que a esposa é traumatizada pela situação e não consegue falar a respeito do assunto.

“Para quem presenciou tudo isso, o que passou deve ter sido um trauma. Minha esposa ainda não consegue falar sobre o assunto, mesmo depois de tantos anos. Naquele momento, ela ficou sozinha com duas crianças. Ela tinha apenas 23 ou 24 anos, e eu fiquei impressionado com a forma como ela conseguiu lidar com essa situação difícil tão jovem”, relembrou.

Stale Solbakken em 2009

Quando os pais de Stale Solbakken souberam da parada cardíaca do filho, voaram imediatamente da Noruega para a Dinamarca. “Me disseram que ainda no avião minha mãe começou a planejar meu funeral. No início, se preocuparam se eu sobreviveria. Depois, se meu cérebro sofreria danos”, frisou o ex-jogador.

Mesmo com a melhora do quadro clínico, o técnico da Noruega salientou que os pensamentos com relação à sua saúde atormentaram familiares, amigos e companheiros do clube Copenhagen. “Eles testemunharam meu colapso, minha morte e meu retorno à vida”, enfatizou o ex-atleta em entrevista.

O técnico da Noruega vive com um desfibrilador implantado no peito

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