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Hábito antes de dormir pode prejudicar a memória, foco e concentração
A nutricionista Raissa Bonfim esclareceu qual hábito noturno é considerado um “vilão” do foco, da memória e da concentração; entenda!
atualizado
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O hábito de comer deitado, assistindo a uma série e esperando o sono chegar, pode ser mais prejudicial do que parece. De acordo com a nutricionista Raissa Bonfim, fazer a última refeição pouco antes de dormir afeta não apenas a qualidade do sono, mas também o funcionamento do cérebro — especialmente a concentração, a memória e o foco no dia seguinte.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista do departamento de Nutrição Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, explicou que a digestão noturna interfere diretamente nos processos cognitivos.
“A produção de insulina e a liberação de hormônios digestivos podem afetar a regulação do sono e a função cerebral. As consequências, como desconforto gástrico e refluxo gastroesofágico, causam interrupções no sono e podem colocar o corpo em estresse”, afirma Raissa Bonfim.

Entenda como o hábito noturno pode afetar o foco, concentração e memória
Segundo a nutricionista, manter regularidade nos horários das refeições — principalmente no jantar e na ceia — é essencial para preservar o sono profundo. “Para iniciar o sono profundo, o corpo precisa reduzir a temperatura e a atividade metabólica, e a digestão noturna atrasa essa transição fisiológica”, explica.
O cenário pode piorar quando a refeição noturna inclui alimentos de digestão mais lenta, como ultraprocessados, itens gordurosos, picantes, ácidos ou ricos em carboidratos simples.
“Priorizar esses alimentos faz com que ocorra um aumento da atividade metabólica do corpo, dificultando o controle glicêmico e gerando um ‘pico’ de insulina e um aumento da temperatura. Isso acarreta um baixo desempenho cerebral, uma vez que afeta o sono REM, que atua diretamente na regulação emocional e na consolidação da memória”, complementa.

A privação ou fragmentação do sono, segundo ela, tem reflexos claros no dia seguinte. “Há lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia, com sensação de fadiga generalizada”, garante Raissa Bonfim.
Sobre o intervalo ideal entre a última refeição e o momento de se deitar, a especialista é objetiva. “A recomendação é se deitar de duas a três horas depois de se alimentar. Caso seja uma ceia mais leve, pode ser uma hora antes”, conclui.
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