
Claudia MeirelesColunas

Hepatologista revela se existe algo que “elimina” o álcool do fígado
PhD em gastroenterologia pela USP, o médico Arthur Nobre explica a relação entre o consumo de álcool e o funcionamento do fígado
atualizado
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Quem exagerou na dose de bebida alcoólica durante a folia pode ter pensado em procurar “algo que ajuda a eliminar o álcool do fígado”, órgão responsável por metabolizar as substâncias ingeridas. De acordo com o hepatologista Arthur Nobre, “essa é uma dúvida muito comum e importante”, principalmente após um período de consumo excessivo, como ocorre no Carnaval.
PhD em gastroenterologia pela Universidade de São Paulo (USP), o médico é enfático ao dizer: “A resposta direta é: não existe nada que acelere a eliminação do álcool pelo fígado”. O endoscopista destaca o fato de a substância ser metabolizada especialmente por enzimas hepáticas, em um ritmo relativamente fixo. “Em média, o organismo consegue processar cerca de uma dose padrão por hora.”
“Café forte, banho gelado, energético, chás ‘detox’ ou medicamentos não fazem o fígado trabalhar mais rápido”, avisa o gastroenterologista. Ele explica que, ao se optar por uma dessas fórmulas, ocorre a sensação de maior estímulo. “A pessoa se sente mais desperta com café ou banho frio, mas a substância continua circulando e sendo metabolizada no mesmo ritmo.”
Segundo o hepatologista, a substância “não fica parada no fígado”. “É processada e eliminada gradualmente.” À coluna o médico aponta o que ajuda a reduzir o impacto do álcool durante o consumo. Primeiramente, o profissional recomenda não beber em jejum. Deve-se também intercalar a ingestão de cada dose alcoólica com água. “Evite misturar diferentes tipos de bebida, respeite seus limites e faça pausas”, orienta.
Em casos de exagero do consumo de bebidas alcoólicas, Arthur sugere parar de beber imediatamente: “É o melhor a se fazer. Hidrate-se, alimente-se de forma leve e descanse”. Nas situações de dor abdominal, vômitos persistentes, confusão mental ou sonolência excessiva, pele amarelada, urina muito escura ou mal-estar contínuo, deve-se procurar avaliação médica. “É importante”, finaliza o especialista.

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