
Claudia MeirelesColunas

Hepatologista aponta sinais do corpo quando o fígado está comprometido
A hepatologista Liz Marjorie, do Ceará, salienta que o corpo apresenta alguns sinais indicando que o fígado está adoecido
atualizado
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Órgão com mais de 500 funções — como atuar na desintoxicação do organismo, regular a coagulação do sangue, produzir a bile para a digestão —, o fígado “sofre as consequências” do consumo exagerado de bebidas alcoólicas durante o Carnaval. De acordo com a hepatologista Liz Marjorie, o corpo dá sinais “importantes” quando a glândula do sistema digestório está com a saúde comprometida.
Mestra em gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a médica ressalta que esses indícios do corpo quanto ao funcionamento do fígado “não devem ser ignorados”. Atendendo em Juazeiro do Norte (CE), a especialista acrescenta que os sinais tendem a surgir “especialmente em fases mais avançadas” de adoecimento do órgão.
A hepatologista pontua que, nos casos de adoecimento do órgão, um dos principais sinais é o aparecimento de manchas roxas pelo corpo, decorrentes de alterações na coagulação sanguínea devido o fígado ser responsável pela produção de fatores de coagulação. Ela acrescenta sobre os olhos e a pele ficarem amarelados, quadro chamado de icterícia: “Esse é um sinal claro de comprometimento hepático.”
Segundo Liz Marjorie, tende a ser comum o surgimento de inchaço nas pernas e no abdômen, além de “cansaço excessivo que não melhora mesmo com o descanso”. Em casos mais graves, pode ocorrer confusão mental, quadro chamado de encefalopatia hepática. “Essa condição indica falência na função de desintoxicação do fígado”, argumenta a gastroenterologista.

A especialista reitera sobre as doenças hepáticas serem “silenciosas no início”, razão para fazer acompanhamento médico regular. “Frequentemente, as alterações aparecem primeiro nos exames de sangue, antes mesmo do surgimento de sintomas”, defende. Ela enfatiza que o álcool, principalmente quando ingerido em doses elevadas, tem potencial de causar o comprometimento do órgão.
O fígado é o órgão responsável por metabolizar o álcool consumido. Conforme a médica, durante esse processo, a substância e seus metabólitos, em especial o acetaldeído, exercem “efeito tóxico” sobre as células hepáticas. “Quando a agressão é contínua, os danos se acumulam ao longo do tempo e podem se tornar irreversíveis”, sustenta.

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