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Ginecologista aponta 8 alimentos que podem piorar a endometriose
O ginecologista Claudio Bonduki revelou quais alimentos podem agravar a inflamação e piorar os sintomas da endometriose
atualizado
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A endometriose é uma condição crônica e inflamatória que gera muitas dúvidas, especialmente por afetar, de forma intensa, a qualidade de vida das mulheres que sofrem com o quadro. Além do tratamento médico, ajustes na alimentação podem fazer uma diferença significativa para garantir o bem-estar de quem convive com a doença.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o ginecologista Claudio Emilio Bonduki destacou que, para pacientes com endometriose, é essencial evitar alimentos que estimulem processos inflamatórios, aumentem a produção de estrogênio ou alterem o equilíbrio hormonal.
“Embora a orientação nutricional não ‘cure’ a doença, algumas medidas, combinadas ao tratamento médico, controle de peso e prática de exercícios físicos, podem trazer alívio”, ressalta.
Entenda
- A endometriose é caracterizada pelo crescimento do tecido que, normalmente, reveste o interior do útero para fora da cavidade uterina.
- Dados do Ministério da Saúde indicam que esse deslocamento pode provocar uma reação inflamatória crônica, com prevalência estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.
- As causas ainda não são totalmente conhecidas, mas envolvem fatores genéticos, hormonais e imunológicos. Uma hipótese frequente é a da menstruação retrógrada — quando parte do sangue menstrual flui pelas tubas uterinas rumo à cavidade abdominal.
- A endometriose pode se manifestar de formas diferentes: há a endometriose peritoneal superficial, a ovariana (endometrioma) e a infiltrativa profunda.
- Sintomas comuns são cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante relações sexuais com penetração, alterações intestinais ou urinárias e, em alguns casos, infertilidade.
Ginecologista aponta os alimentos que devem ser evitados por quem sofre com endometriose

Entre os primeiros vilões citados pelo especialista, estão alimentos ricos em gorduras trans e saturadas. De acordo com Claudio, as frituras (como batata frita, salgadinhos de pacote e fast-food), margarina, gordura vegetal hidrogenada e carnes processadas (linguiça, salsicha e bacon) são exemplos que aumentam os marcadores inflamatórios e podem intensificar dores e cólicas.
Açúcares refinados e farinhas brancas também devem ser evitados. “Refrigerantes, doces, bolos, biscoitos industrializados, além de pães e massas feitos com farinha branca, favorecem a resistência à insulina e a inflamação, o que pode estimular o crescimento das lesões da doença”, explica Bonduki.
Latícinios

Os laticínios ricos em gordura — como leite integral, queijos amarelos e creme de leite — merecem atenção, pois podem elevar a produção de prostaglandinas pró-inflamatórias. “Em alguns casos, as versões magras desses alimentos são melhor toleradas pelas pacientes”, orienta o especialista.
Glúten

O glúten também pode ser um problema, especialmente para mulheres com sensibilidade ou doença celíaca. Alimentos como pães, bolos e massas feitos com trigo, cevada ou centeio devem ser consumidos com cautela. “Relatos e estudos indicam melhora da dor pélvica em parte das pacientes após o corte do glúten”, ressalta o ginecologista.
Soja e derivados em excesso

Soja e seus derivados, quando ingeridos em grandes quantidades, também merecem atenção. “Eles contêm fitoestrógenos que, em excesso, podem intensificar a estimulação estrogênica das lesões. Leite de soja, proteína isolada de soja e hambúrgueres da leguminosa devem ser consumidos com moderação”, orienta Bonduki.
Cafeína em excesso

Segundo o especialista, o café, energéticos, chá preto e refrigerantes tipo cola podem elevar os níveis de estrogênio e piorar sintomas como ansiedade e insônia, comuns entre pacientes com endometriose.
Álcool

Para aquelas que apreciam um vinho, cerveja ou destilados, Claudio reitera que o consumo sem moderação pode aumentar estrogênio circulante e gerar mais inflamação hepática.
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