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Endocrinologista aponta cuidados para quem tem nódulos na tireoide
A endocrinologista Ana Cristina Belsito comenta sobre o surgimento de nódulos na tireoide. A médica faz recomendações sobre o quadro
atualizado
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Nas últimas semanas, um dos hiperfocos da coluna Claudia Meireles tem sido a tireoide, órgão responsável por produzir os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Essas substâncias são responsáveis por regular o gasto energético do corpo. Entretanto, alguns nódulos podem surgir na glândula e deixar o indivíduo preocupado.
A endocrinologista Ana Cristina Belsito detalha sobre o aparecimento desse caroço, palpável ou não, na região anterior do pescoço. “Estima-se que pelo menos 40% das mulheres com mais de 40 anos convivam com esses nódulos, que podem ser de origem genética ou decorrentes de uma inflamação da tireoide, chamada de tireoidite”, esclarece.
Chefe do serviço de endocrinologia do Hospital Vicente de Paulo, do Rio de Janeiro (RJ), a especialista explica que os nódulos podem ser encontrados pelo paciente ao observar uma “nodulação” em frente ao espelho ou ao apalpar algum caroço no pescoço. “O mais comum é a detecção por um médico em um exame físico de rotina”, cita.
“Para ter certeza de sua presença, o médico solicita uma ultrassonografia de tireoide e, às vezes, uma biópsia, caso tenha necessidade”, orienta a pós-graduada em clínica médica pelo Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do RJ.
Com relação aos cuidados que uma pessoa com nódulos na tireoide precisa ter, a endocrinologista salienta que, se os caroços forem benignos, não há a necessidade do uso de medicamentos. A especialista aconselha fazer acompanhamento anualmente do quadro para avaliar a evolução.

“Para investigar situações suspeitas de malignidade, realiza-se a biópsia. Caso os nódulos sejam malignos, podem ou não ser retirados de imediato. Se forem muito pequenos, recomenda-se fazer a chamada vigilância ativa, operando apenas se houver crescimento”, alega a integrante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Ana Cristina ressalta que alguns casos terão “indicação de retirada imediata” dos nódulos por poderem gerar metástases e comprimir estruturas nobres, como traqueia, esôfago e cordas vocais. Ela acrescenta sobre esses quadros provocarem dor, rouquidão e dificuldade de engolir e respirar, em caso de crescimento dos caroços.

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