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Nefrologista cita fruta a ser evitada por quem tem doenças nos rins
O nefrologista Elber Rocha esclarece o motivo do consumo dessa fruta ser evitado por quem tem a função dos rins comprometida
atualizado
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O Dia Mundial do Rim é comemorado nesta quinta-feira (12/3). Neste ano, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) está com a campanha sobre a importância de cuidar dos rins e do planeta. A ação tem por objetivo conscientizar a população sobre as doenças renais e promover a prevenção, o diagnóstico e o tratamento adequado.
Em razão da data, a coluna Claudia Meireles entrevistou o nefrologista Elber Rocha para saber quais alimentos devem ser evitados por pacientes de doenças renais. Na explicação, o médico do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), menciona que o consumo de uma determinada fruta “merece atenção” por quem dispõe de problemas nos rins.
O especialista pontua sobre a carambola ser “comum em muitas regiões do Brasil”. Ele acrescenta: “A fruta contém uma substância chamada caramboxina, que pode ser tóxica para pessoas com doença renal”. Segundo artigo do Jornal da Universidade de São Paulo (USP), esse composto é uma neurotoxina e tende a se acumular no sangue.
Em indivíduos sem doenças renais que consomem a carambola, a caramboxina é eliminada normalmente, sem ocasionar problemas. “Mas se os rins não operam adequadamente, a neurotoxina fica na corrente sanguínea e, consequentemente, penetra no cérebro e se deposita em centro vitais“, destacaram no texto do Jornal da USP.

Elber detalha que, em pacientes com a função dos rins comprometida, o consumo da fruta pode causar sintomas neurológicos importantes, como soluços persistentes, confusão mental e, em casos mais graves, convulsões. Ao fazer o apontamento, ele reitera: “Indivíduos com doença renal devem evitar completamente a ingestão de carambola.”
O médico enfatiza que o Dia Mundial do Rim é um bom momento para lembrar que “a doença renal muitas vezes evolui de forma silenciosa”. “Por isso, sempre recomendo que as pessoas façam pelo menos uma avaliação anual da função renal, com exames simples como creatinina no sangue e análise de urina”, orienta o nefrologista.

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