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Milena Teixeira

Caso Lulinha no STF acende alerta no PT, que quer discurso unificado entre aliados

Petistas defendem discurso de Lula sobre investigação da PF e querem evitar desgaste político às vésperas das eleições

30/07/2026 22:20, atualizado 30/07/2026 22:22
Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
Empresa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula estão em alerta após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A decisão, tomada nesta quinta-feira (30/7), permite que a PF apure suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo negócios relacionados à cannabis medicinal e possíveis relações com o Ministério da Saúde.

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS
Empresas de Lulinha estão registradas em sala vazia
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Reprodução
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
Empresas de Lulinha estão registradas em sala vazia
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Empresas de Lulinha estão registradas em sala vazia

Reprodução/Metrópoles

Entre petistas que participam da campanha, a preocupação ocorre principalmente pelo calendário político: a investigação chega nos meses que antecedem as eleições de outubro.

Integrantes do partido avaliam que o caso pode alimentar um desgaste para o presidente, mas ressaltam que, apesar do histórico de acusações envolvendo o filho de Lula, nenhuma delas, segundo os petistas, resultou em condenação.

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A avaliação interna é que a campanha deve adotar o mesmo tom usado pelo próprio presidente: defender a autonomia da Polícia Federal e afirmar que, caso Lulinha seja considerado culpado, deverá responder pelos eventuais crimes cometidos.

Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira (30/7), Lula afirmou que não utilizará o cargo para proteger o filho e que ele será tratado como qualquer outro cidadão caso seja responsabilizado.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente.

Lula também disse que não interferirá na investigação: “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”.