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Dia da Oração: cardiologista cita benefícios de rezar para o coração
O Dia Mundial da Oração é comemorado na primeira sexta-feira de março. O cardiologista Eduardo Zaidan aponta como rezar beneficia o coração
atualizado
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Anualmente, celebra-se o Dia Mundial da Oração na primeira sexta-feira de março. Neste ano, ocorre no sexto dia deste mês e, também, durante a Quaresma — tempo de preparação espiritual para a Páscoa cristã. Nesse período quaresmal, há uma maior dedicação à religiosidade, o que envolve orar com o objetivo de fortalecer a fé. Estudos científicos comprovaram os benefícios de rezar para a saúde, em especial ao coração.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cardiologista Eduardo Zaidan destaca sobre “a ciência ter verificado vários efeitos indiretos importantes da oração na saúde cardiovascular”. Um dos nomes à frente da Clínica Cardiocare, em Brasília (DF), o médico lista pesquisas realizadas pelo psiquiatra Harold G. Koenig, da Universidade de Duke, e por grupos da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard.
Segundo o especialista ecocardiografia, as análises feitas por essas renomadas instituições de ensino observaram que indivíduos com práticas espirituais regulares apresentaram menor nível de estresse crônico e de incidência de depressão, além de maior suporte social e melhor controle da pressão arterial em alguns estudos. “Também notaram menor mortalidade geral e cardiovascular em determinadas populações”, frisa Eduardo.
O médico explica que esses benefícios ocorrem porque práticas, como oração e meditação, reduzem a ativação do sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de estresse, e estimulam o sistema parassimpático, ligado ao relaxamento e à recuperação do organismo.
“Pessoas com maior envolvimento espiritual costumam dispor de hábitos de vida mais saudáveis e melhor adesão ao tratamento médico, o que também protege o coração”, defende o profissional.

Ao salientar a respeito da importância da oração para a saúde do coração, o cardiologista enfatiza que rezar “não substitui medicamentos, atividade física, alimentação saudável ou acompanhamento médico”.
“A prática de rezar pode atuar como um poderoso recurso emocional e espiritual, ajudando a reduzir o estresse, ansiedade e sentimentos negativos que impactam diretamente o sistema cardiovascular”, argumenta o especialista.
Eduardo Zaidan comenta que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reconhece a “boa relação” entre oração e coração. “A Diretriz de Espiritualidade e Medicina Cardiovascular afirma a respeito da espiritualidade poder contribuir para a melhor qualidade de vida, maior adesão ao tratamento e redução de fatores relacionados ao estresse, que são conhecidos desencadeadores de eventos cardiovasculares”, menciona.

De acordo com o cardiologista, abordar sobre a oração ser um “remédio para o coração”, refere-se a um “cuidado que envolve corpo, mente e espírito”. Ele cita as pesquisas conduzidas pelo médico Herbert Benson, da Escola de Medicina de Harvard.
Os estudos do especialista estadunidense demonstraram que as práticas contemplativas, a exemplo da oração e meditação, tendem a induzir ao chamado relaxation response, estado físico biológico de relaxamento associado à redução da pressão arterial e à diminuição da frequência cardíaca.
Ao finalizar, Eduardo reitera que embora muitos estudos investiguem a espiritualidade de forma mais ampla, “a oração pode ser compreendida dentro dessas práticas contemplativas com potencial de favorecer o equilíbrio emocional e fisiológico do organismo“.
“Em datas como o Dia Mundial da Oração, essa reflexão ganha ainda mais significado, lembrando que cuidar do coração também pode envolver momentos de silêncio, fé e conexão interior”, conclui.
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