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Dermatologista explica como tratar a flacidez do rosto sem exageros

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Danglades Eid comanda a clínica Dermanuance, em Brasília

atualizado 15/04/2021 14:14

Danglades EidClaudio Escobar/Imagem cedida ao Metrópoles

Olhar-se no espelho e ficar procurando defeitos no rosto. Em poucos minutos, nota-se o bigode chinês, os pés de galinha e as “bochechas de bulldog“. Se continuar a observar, certamente você encontrará mais “probleminhas” decorrentes da flacidez. Essas e outras queixas podem ser revertidas de forma eficaz, garante a dermatologista Danglades Eid, nome à frente da clínica brasiliense Dermanuance (confira o perfil do Instagram). É necessário, entretanto, tomar cuidado com a aplicação exagerada de produtos para preencher as regiões “com falhas”.

Diante do boom do preenchimento, as pessoas imaginam o resultado dos sonhos, mas esquecem que, ao longo do processo, algo pode dar errado, conforme explica Danglades em entrevista à coluna Claudia Meireles. Como evitar resultados indesejados? A dermatologista esclarece aos pacientes que, na aplicação única, usará somente a quantidade necessária de produto. Outra opção consiste em programar sessões, para que a fórmula seja administrada gradativamente.

Embora os produtos tenham fórmulas biocompatíveis, ao serem injetados são considerados um “corpo estranho” pelo organismo até se integrarem ao tecido cutâneo. “Se é colocado uma quantidade muito grande de preenchimento, há uma resposta inflamatória mais intensa. Isso acaba aumentando o risco”, explica a médica. Em aplicações exageradas, também pode ocorrer a compressão de algum vaso sanguíneo e, consequentemente, a alteração de vascularização do tecido. Em casos extremos, uma das consequências pode ser a necrose.

Confira o vídeo em que Danglades explica sobre o exagero do preenchimento:

Outras opções

Formada pela Universidade de Brasília (UnB), Danglades ressalta que existem modos de tratar a flacidez – ou seja, melhorar o estímulo de colágeno –, dando firmeza à cútis sem mudar a fisionomia do paciente. A especialista costuma associar tratamentos como o ultrassom microfocado e bioestimuladores injetáveis. A primeira tecnologia é um aparelho que, ao penetrar a cútis, emite ondas nas camadas superficial e profunda da pele. “Não é um procedimento que as pessoas notam de imediato”, salienta.

Em relação aos bioestimuladores, a dermatologista trabalha principalmente com dois produtos: o Radiese, composto de hidroxiapatita; e o Sculptra, constituído de ácido polilático. Segundo Danglades Eid, outra fórmula injetável promete ganhar espaço entre os tratamentos de rejuvenescimento da pele, chamada de HarmonyCa. Em uma única seringa, há a mistura de hidroxiapatita de cálcio com ácido hialurônico. “Melhora o volume da região e, à medida que for degradada, também estimula a produção de colágeno”, frisa a médica.

“Nesses procedimentos, claro que se percebe alguma mudança no rosto – afinal, é um tratamento – , mas a alteração está relacionada à firmeza, textura e qualidade da pele. A técnica deve melhorar o contorno, sem dar um aspecto de aumento de volume” explica a profissional, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Danglades Eid
A médica orienta fazer procedimentos estéticos em várias sessões a fim de evitar exageros
Olhos

Os bioestimuladores não podem ser injetados ao redor dos olhos nem próximo aos lábios, enfatiza a médica. Consideradas áreas de movimentação muscular e de pele mais fina, os produtos tendem a causar complicações, como, por exemplo, a formação de nódulos. “Uma aplicação com a técnica errada pode gerar um resultado inestético, sem dúvida”, defende.

Dentre a variedade de tratamentos disponíveis na Dermanuance, Danglades trata as imperfeições na região do olhar com os fios de polidioxanona, mais conhecidos como PDO. “Bem eficaz”, atesta a dermatologista sobre os fios de PDO. “Delicados e lisos, eles são colocados embaixo da pele, ao estilo de uma trama. À medida que vão se degradando, estimulam a produção de colágeno. Também dá um efeito após a aplicação, pois forma uma malha leve volume, deixando a cútis mais esticada”, explica. Outras opções para amenizar os “defeitos” na região dos olhos são os lasers e os skinbooster (composto de ácido hialurônico mais fluido).

Dermatologista Danglades Eid
A especialista elegeu o procedimento para tratar a região dos olhos
Cuidados

Eis a questão: o que fazer para evitar a flacidez? A resposta está nos hábitos saudáveis. Os conselhos da médica são manter a alimentação balanceada, praticar atividade física com regularidade e não fumar nem consumir excessivamente bebidas alcoólicas. Embora os cuidados anteriores sejam fundamentais, o gesto mais importante é proteger a cútis dos raios solares. “Talvez, o maior impacto no envelhecimento da pele esteja relacionado à exposição ao sol”, justifica. A dermatologista aconselha o uso diário de filtro solar e a reaplicação, uma vez ao dia.

Atendimentos

Quando um paciente chega pela primeira vez na Dermanuance à procura de tratamento estético, Danglades Eid faz a seguinte pergunta: “O que mais te incomoda quando você se olha no espelho?”. Na avaliação dela, a ideia é promover mudanças benéficas que contribuam com a autoestima. “É válido melhorar a aparência para se satisfazer”, argumenta. Há pessoas, contudo, que desejam alterar os traços de forma radical. Nessas situações, a dermatologista tenta identificar se não há algum problema de autoaceitação.

Danglades Eid
A dermatologista pergunta aos pacientes: “O que te incomoda ao se olhar no espelho?”

Nas consultas, a especialista procura incentivar os pacientes a gostarem mais de si: “Quer mudar o seu rosto para ficar parecido com alguém ou deseja acabar com as suas características? Primeiro, temos de tentar ver o que falta nessa pessoa, porque ela não valoriza o que tem de bom e bonito, provavelmente, algo relacionado com a autoestima”. Danglades considera positivo quem almeja empinar o nariz, corrigir as olheiras, definir o contorno do rosto ou deixar os lábios mais volumosos – para se tornar a melhor versão de si mesmo, e não uma pessoa totalmente diferente.

Dismorfia de imagem

É necessário ter um limite de mudanças aceitáveis dentro da sua própria fisionomia, afirma Danglades Eid. Contudo, alguns pacientes sofrem do transtorno dismórfico corporal, ou seja, um quadro psiquiátrico relacionado à preocupação exagerada com a própria imagem. De acordo com a médica, a pessoa vê defeito onde não tem e fica atrás de uma correção, às vezes, inatingível. Uma das atitudes de quem sofre a síndrome é a constante procura por outros profissionais.

Dermatologista Danglades Eid
Danglades Eid é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

“É um quadro complexo, porque a pessoa precisa entender que precisa de ajuda psiquiátrica. Muitas vezes, ocorre de ela ir a um dermatologista que aceite fazer um procedimento até tal limite. Quando o especialista diz que já está ok e propõe dar um tempo, o paciente continua querendo melhorar algo e decide recorrer a outro médico. Assim, muda de profissional para um que tope continuar a fazer os procedimentos. No fim das contas, acontecem os exageros e as deformações”, alerta Danglades.

Dependendo do caso, a especialista considera necessário entrar em contato com algum familiar do paciente para “avisar” do quadro de transtorno de imagem. “Na maioria das vezes, não identificamos na primeira consulta. Eles são bem difíceis e nunca ficam satisfeitos com o resultado dos procedimentos. Sempre vão dizer que não está bom”, finaliza a médica Danglades Eid.

Para mais informações sobre tratamentos estéticos e cuidados com a pele, siga o perfil da dermatologista no Instagram (clique aqui). Danglades compartilha, diariamente, dicas e conteúdos informativos para quem deseja manter a cútis impecável e saudável.

Danglades Eid
Danglades Eid comanda a clínica Dermanuance desde 2018

Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.

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