Claudia Meireles

De pressão alta a demência: como a privação do sono pode te prejudicar

De acordo com o médico Gabriel Resende, dormir menos de seis horas por dia, de forma crônica, já é considerado prejudicial à saúde

atualizado

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Homem branco sentado em cama de quarto escuro - Insônia familiar fatal: conheça a doença rara que destrói o sono - Metrópoles
1 de 1 Homem branco sentado em cama de quarto escuro - Insônia familiar fatal: conheça a doença rara que destrói o sono - Metrópoles - Foto: Getty Images

Vez ou outra, é normal ter uma noite de sono mal dormida. O problema é quando isso se torna habitual, já que, com o passar do tempo, a privação do sono pode levar a problemas sérios de saúde. Se a frequência for de pelo menos três noites por semana durante três meses ou mais, aqui está um alerta: segundo Harvard, nesse caso, a insônia se torna crônica.

De acordo com o médico Gabriel Gonçalves Resende, dormir bem é um hábito “sagrado” para a saúde, pois restaura o corpo e o cérebro, regula hormônios, fortalece o sistema imunológico e melhora o humor, a memória e o foco.

“Adultos devem dormir entre sete a nove horas por noite. Menos de 6 horas por dia, de forma crônica, já é considerado prejudicial à saúde”, explica o profissional.

Por outro lado, não dormir suficientemente aumenta o risco de doenças cardíacas, obesidade, depressão, diabetes, pressão alta, baixa imunidade, falhas de memória e até Alzheimer. “Também afetam o desempenho mental e físico”, pontua Gabriel.

Confira, abaixo, os principais riscos à saúde associados à má qualidade do sono, segundo Harvard:

Diabetes

Uma revisão publicada no Journal of Endocrinology indicou que dormir apenas cinco a seis horas por dia dobra o risco de diagnóstico de pré-diabetes e diabetes tipo 2 em comparação com dormir de sete a oito horas por dia.

Jovem mulher asiática com a mão no rosto deitada em cama - Metrópoles
A insônia se torna crônica quando se manifesta por pelo menos três noites por semana durante três meses ou mais

Pressão alta

Uma análise de dados de mais de 700 mil pessoas em duas pesquisas sugeriu que dormir menos de sete horas por noite aumenta o risco de pressão alta. Os resultados se mostraram ainda mais preocupantes para mulheres e adultos mais jovens. De acordo com o levantamento, pessoas com períodos de sono muito curtos (quatro horas ou menos por noite) tinham duas vezes mais chances de ter pressão alta em comparação com aquelas que dormiam sete horas por noite.

Doenças cardíacas

Um estudo de 2022 publicado na Scientific Reports descobriu que pessoas de meia-idade com uma combinação de problemas de sono (incluindo dormir menos de seis horas por noite) podem ter quase três vezes mais risco de doenças cardíacas.

É importante ressaltar que a apneia do sono (distúrbio que causa a parada momentânea da respiração durante o sono) também aumenta o risco de doenças no coração.

Doenças mentais

Uma pesquisa com aproximadamente mil adultos entre 21 e 30 anos mostrou que, em comparação com indivíduos que dormem normalmente, pessoas que relataram histórico de insônia tinham quatro vezes mais probabilidade de desenvolver depressão grave nos três anos seguintes.

Ilustração com máscaras de dormir de dia à esquerda e à noite, à direita - Metrópoles
Dormir menos de seis horas por dia, de forma crônica, já é considerado prejudicial à saúde

Ainda, dois estudos com jovens revelaram que a falta de sono frequentemente precederam um diagnóstico de depressão grave (69%) e (em menor grau) de ansiedade (27%).

Demência

Uma revisão de 18 estudos (com quase 250 mil pessoas acompanhadas por uma média de 9,5 anos) encontrou uma relação entre a falta de sono e um maior risco de demência. Para os cientistas, o hábito de dormir ajuda a “limpar o cérebro” da amiloide, a proteína que danifica as células nervosas no Alzheimer.

Ganho de peso

Em uma pesquisa de 2020, publicada no JAMA Internal Medicine, estudiosos analisaram dados de monitores de atividade de mais de 120 mil pessoas durante dois anos e constataram que uma duração menor do sono estava associada a um índice de massa corporal mais alto.

Dormir de forma insuficiente desregula os hormônios que controlam a fome e o apetite — e o excesso de peso, por sua vez, aumenta o risco de vários problemas de saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e até alguns tipos de câncer.

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