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Confira 3 alimentos que você deve “abandonar” para proteger seus rins
A médica Maria Júlia Colossi revelou quais alimentos comuns da dieta aumentam os riscos de problemas nos rins
atualizado
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Os rins são conhecidos como os “filtros naturais” do corpo por desempenharem funções essenciais, como eliminar toxinas, regular a quantidade de água no organismo e ajudar no controle da pressão arterial. Justamente por isso, alguns hábitos alimentares podem ter uma ação “destrutiva” para a saúde renal. Segundo a médica Maria Júlia Colossi, alimentos ultraprocessados ricos em sódio, embutidos e refrigerantes estão entre os principais vilões e devem ter o consumo reduzido.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista destacou que o consumo frequente desses alimentos, mesmo em pessoas sem doença renal diagnosticada, pode provocar uma sobrecarga silenciosa nos rins ao longo dos anos — especialmente em indivíduos com hipertensão, diabetes ou histórico familiar de problemas renais.
Segundo ela, a composição desses produtos compromete gradualmente a capacidade de filtragem do organismo. “O principal problema está no excesso de sódio, fósforo industrializado, açúcar e aditivos químicos presentes nesses alimentos”, pontua.
Entenda como esses alimentos prejudicam a saúde dos rins
Maria Júlia Colossi detalha como os conservantes e ingredientes presentes nesses alimentos atuam no organismo. De acordo com a médica, o excesso de sódio favorece a retenção de líquidos e aumenta a pressão arterial, exigindo mais esforço dos rins.
“Já o fósforo adicionado aos alimentos, muito comum em embutidos e refrigerantes, pode sobrecarregar a capacidade de filtração do organismo”, esclarece.
O alto teor de açúcar também é apontado como um dos grandes vilões para o sistema renal. “Esses itens contribuem para inflamação e alterações metabólicas que impactam diretamente a saúde vascular e renal ao longo do tempo”, destaca Maria Júlia Colossi.

Consequências a longo prazo
Embora o consumo ocasional desses alimentos não represente um grande risco imediato, manter esse padrão alimentar por muitos anos pode favorecer o desenvolvimento de doenças graves.
“Quando pensamos em indivíduos que mantêm esse tipo de dieta por muito tempo, observamos um risco maior de desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2, pedras no órgão e perda gradual da função dos rins”, alerta a médica.
Além dessas condições, Maria Júlia Colossi reforça que o maior perigo está justamente no caráter silencioso das alterações renais, que podem evoluir sem sintomas evidentes nas fases iniciais.
“Dietas ricas em ultraprocessados aumentam os processos inflamatórios e prejudicam a circulação sanguínea, fazendo com que os rins trabalhem continuamente sob pressão e acelerando o desgaste do sistema renal”, salienta.
Existe um limite saudável?
Em pessoas com rins saudáveis, mas que apresentam fatores de risco como hipertensão ou diabetes, a chave para preservar o funcionamento do órgão não está necessariamente na exclusão total desses alimentos, mas no controle rigoroso da frequência de consumo.
“A ingestão diária de sódio deve ficar próxima de 2 gramas por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal. Embutidos e refrigerantes devem ser reservados para ocasiões esporádicas”, conclui.

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