Claudia Meireles

O que acontece no corpo ao comer alimentos embutidos todos os dias

O nutricionista Matheus Maestralle listou os principais riscos de consumir alimentos embutidos todos os dias. Descubra!

atualizado

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Café da manhã - Metrópoles
1 de 1 Café da manhã - Metrópoles - Foto: Pexels

O hábito de consumir alimentos embutidos todos os dias pode parecer uma escolha prática na rotina. No entanto, o consumo frequente desses itens está longe de ser inofensivo. De acordo com o nutricionista Matheus Maestralle, alimentos como salsicha, mortadela, presunto, salame e linguiça carregam uma combinação de substâncias que, ao longo do tempo, impactam diretamente a saúde do organismo.

Segundo o especialista, esses produtos passam por processos industriais, como cura, defumação e adição de conservantes, o que altera significativamente sua composição em relação às carnes in natura.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as carnes processadas como carcinogênicas. Ou seja, há evidências consistentes de que aumentam o risco de câncer, principalmente o de intestino”, destaca o nutricionista.
O que acontece no corpo ao comer alimentos embutidos todos os dias - destaque galeria
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A mortadela não é uma opção saudável para começar o dia
O nutricionista orientou eliminar o presunto das refeições por aumentar o risco de câncer
Fuja de alimentos embutidos, como o salame
A salsicha é um dos alimentos ricos em sódio que devem ser evitados por quem tem hipertensão
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A salsicha é um dos alimentos ricos em sódio que devem ser evitados por quem tem hipertensão

Rebeca Mello/Getty Images
A mortadela não é uma opção saudável para começar o dia
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A mortadela não é uma opção saudável para começar o dia

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O nutricionista orientou eliminar o presunto das refeições por aumentar o risco de câncer
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O nutricionista orientou eliminar o presunto das refeições por aumentar o risco de câncer

Elena Noviello/Getty Images
Fuja de alimentos embutidos, como o salame
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Fuja de alimentos embutidos, como o salame

Unsplash/Divulgação

Saiba como os alimentos embutidos afetam o organismo

De acordo com Matheus, um dos principais riscos está na presença de nitritos e nitratos — substâncias usadas para conservar os alimentos e intensificar a cor.

“No organismo, esses compostos podem formar nitrosaminas, associadas ao desenvolvimento de câncer”, explica.

Além disso, o nutricionista ressalta que outros componentes também contribuem para os prejuízos à saúde.

“O excesso de sódio sobrecarrega o sistema cardiovascular; as gorduras saturadas aumentam a inflamação e o risco metabólico; e os compostos formados na defumação também têm potencial cancerígeno”, afirma.

Ilustração colorida de esqueleto com coração e vasos sanguíneos em evidência - Metrópoles
Doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa por anos

Embora a moderação seja frequentemente apontada como caminho para o equilíbrio, Maestralle destaca que o principal problema está na frequência do consumo.

“O risco é acumulativo. Quanto mais frequente o consumo, maior a chance de problemas ao longo dos anos. Cada vez que esses alimentos são priorizados, o corpo é exposto a altos níveis de sódio, gordura saturada e aditivos químicos”, explica.

O que muda no corpo do curto ao longo prazo

Os efeitos do consumo regular de embutidos podem ser percebidos em diferentes fases.

“No curto prazo, é comum observar retenção de líquidos, sensação de inchaço, aumento da pressão arterial em pessoas mais sensíveis e uma piora geral na qualidade da alimentação”, afirma Matheus Maestralle.

barriga e inchaço retenção de líquidos
A retenção de líquidos é um dos efeitos que podem ser observados em curto prazo

No médio prazo, começam a surgir alterações mais relevantes.

“É comum o aumento da pressão arterial, piora do colesterol, mais inflamação no organismo e até resistência à insulina”, alerta.

Já no longo prazo, os riscos se tornam ainda mais expressivos. “O consumo frequente está associado ao aumento do risco de câncer colorretal, doenças cardiovasculares como infarto e AVC, além de obesidade, síndrome metabólica e alterações na microbiota intestinal”, conclui o nutricionista.
Foto de menino segurando fita métrica na barriga - Metrópoles
A obesidade está entre os fatores de risco

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