
Claudia MeirelesColunas

Neurocirurgião aponta as bebidas alcoólicas que mais afetam o cérebro
O médico Victor Hugo Espíndola lista as bebidas alcoólicas que mais tendem a prejudicar o funcionamento do cérebro, e explica a razão
atualizado
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Elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas mostrou que menos brasileiros têm ingerido bebidas alcoólicas, entretanto, entre aqueles que consomem álcool, o padrão de uso abusivo continua alto. Segundo o médico Victor Hugo Espíndola, algumas versões tendem a afetar mais o cérebro.
O neurocirurgião salienta que o componente que causa toxicidade ao cérebro é o etanol, presente em todas as bebidas alcoólicas. O especialista afirma que as opções destiladas — como vodca, uísque, tequila e cachaça — costumam representar maior riscos em episódios agudos, porque contêm concentrações de álcool muito mais elevadas.
Com especialização em neurocirurgia endovascular e neurorradiologia intervencionista, Victor Hugo pontua que as bebidas destiladas — por terem maior teor alcoólico na composição — facilitam a intoxicação de forma rápida, além de propiciar uma desidratação mais forte e maiores picos de álcool no sangue.
O neurocirurgião lista que esses picos de álcool aumentam o risco de alteração de memória e julgamento, déficit de coordenação motora, acidentes, traumatismos cranianos, crises convulsivas e intoxicação alcoólica grave. Acidente vascular cerebral hemorrágico e arritmias cardíacas associadas ao AVC também são decorrentes desse efeito.

Quanto ao consumo crônico e frequente, independentemente da bebida, o médico ressalta que pode desencadear alterações estruturais no cérebro. Titulado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), ele menciona a perda de volume cerebral, prejuízo cognitivo e maior risco de demência.
Com relação ao vinho tinto, o especialista enfatiza que a ingestão é frequentemente associada a “possíveis efeitos cardiovasculares relacionados a compostos antioxidantes”. Para Victor Hugo, isso não significa que a bebida seja “protetora” para o cérebro quando consumido em excesso. “O álcool continua sendo neurotóxico”, finaliza.

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