Claudia Meireles

Neurocirurgião aponta as bebidas alcoólicas que mais afetam o cérebro

O médico Victor Hugo Espíndola lista as bebidas alcoólicas que mais tendem a prejudicar o funcionamento do cérebro, e explica a razão

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Kateryna kon/Getty Images
Ilustração colorida de cérebro humano em evidência que um AVC - metrópoles.
1 de 1 Ilustração colorida de cérebro humano em evidência que um AVC - metrópoles. - Foto: Kateryna kon/Getty Images

Elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas mostrou que menos brasileiros têm ingerido bebidas alcoólicas, entretanto, entre aqueles que consomem álcool, o padrão de uso abusivo continua alto. Segundo o médico Victor Hugo Espíndola, algumas versões tendem a afetar mais o cérebro.

O neurocirurgião salienta que o componente que causa toxicidade ao cérebro é o etanol, presente em todas as bebidas alcoólicas. O especialista afirma que as opções destiladas — como vodca, uísque, tequila e cachaça — costumam representar maior riscos em episódios agudos, porque contêm concentrações de álcool muito mais elevadas.

Neurocirurgião aponta as bebidas alcoólicas que mais afetam o cérebro - destaque galeria
4 imagens
Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro
Bebidas alcoólicas provocam inflamação
A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano
O cérebro é afetado pelo consumo de bebidas alcoólicas
1 de 4

O cérebro é afetado pelo consumo de bebidas alcoólicas

Getty Images
Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro
2 de 4

Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro

Lighthouse Films/Getty Images
Bebidas alcoólicas provocam inflamação
3 de 4

Bebidas alcoólicas provocam inflamação

Janina Steinmetz/Getty Images
A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano
4 de 4

A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano

Stefanie Jockschat/Pexels

Com especialização em neurocirurgia endovascular e neurorradiologia intervencionista, Victor Hugo pontua que as bebidas destiladas — por terem maior teor alcoólico na composição — facilitam a intoxicação de forma rápida, além de propiciar uma desidratação mais forte e maiores picos de álcool no sangue.

O neurocirurgião lista que esses picos de álcool aumentam o risco de alteração de memória e julgamento, déficit de coordenação motora, acidentes, traumatismos cranianos, crises convulsivas e intoxicação alcoólica grave. Acidente vascular cerebral hemorrágico e arritmias cardíacas associadas ao AVC também são decorrentes desse efeito.

Ilustração colorida de cérebro - Metrópoles
As bebidas alcoólicas destiladas têm maior teor de álcool e, por isso, tendem a prejudicar mais o cérebro

Quanto ao consumo crônico e frequente, independentemente da bebida, o médico ressalta que pode desencadear alterações estruturais no cérebro. Titulado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), ele menciona a perda de volume cerebral, prejuízo cognitivo e maior risco de demência.

Com relação ao vinho tinto, o especialista enfatiza que a ingestão é frequentemente associada a “possíveis efeitos cardiovasculares relacionados a compostos antioxidantes”. Para Victor Hugo, isso não significa que a bebida seja “protetora” para o cérebro quando consumido em excesso. “O álcool continua sendo neurotóxico”, finaliza.

Imagem colorida mostra pessoas com taças na mão - Metrópoles
O consumo de bebidas alcoólicas impacta negativamente na saúde em geral e no funcionamento de órgãos, como o cérebro

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações