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Claudia Meireles

Neurocirurgião aponta as bebidas alcoólicas que mais afetam o cérebro

O médico Victor Hugo Espíndola lista as bebidas alcoólicas que mais tendem a prejudicar o funcionamento do cérebro, e explica a razão

19/05/2026 17:03, atualizado 19/05/2026 17:38
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Kateryna kon/Getty Images
Ilustração colorida de cérebro humano em evidência que um AVC - metrópoles.

Elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas mostrou que menos brasileiros têm ingerido bebidas alcoólicas, entretanto, entre aqueles que consomem álcool, o padrão de uso abusivo continua alto. Segundo o médico Victor Hugo Espíndola, algumas versões tendem a afetar mais o cérebro.

O neurocirurgião salienta que o componente que causa toxicidade ao cérebro é o etanol, presente em todas as bebidas alcoólicas. O especialista afirma que as opções destiladas — como vodca, uísque, tequila e cachaça — costumam representar maior riscos em episódios agudos, porque contêm concentrações de álcool muito mais elevadas.

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Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro
Bebidas alcoólicas provocam inflamação
A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano
O cérebro é afetado pelo consumo de bebidas alcoólicas
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O cérebro é afetado pelo consumo de bebidas alcoólicas

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Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro
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Algumas bebidas alcoólicas afetam mais o cérebro

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Bebidas alcoólicas provocam inflamação
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Bebidas alcoólicas provocam inflamação

Janina Steinmetz/Getty Images
A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano
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A OMS reforça que nenhuma dose de álcool é segura para o corpo humano

Stefanie Jockschat/Pexels

Com especialização em neurocirurgia endovascular e neurorradiologia intervencionista, Victor Hugo pontua que as bebidas destiladas — por terem maior teor alcoólico na composição — facilitam a intoxicação de forma rápida, além de propiciar uma desidratação mais forte e maiores picos de álcool no sangue.

O neurocirurgião lista que esses picos de álcool aumentam o risco de alteração de memória e julgamento, déficit de coordenação motora, acidentes, traumatismos cranianos, crises convulsivas e intoxicação alcoólica grave. Acidente vascular cerebral hemorrágico e arritmias cardíacas associadas ao AVC também são decorrentes desse efeito.

Ilustração colorida de cérebro - Metrópoles
As bebidas alcoólicas destiladas têm maior teor de álcool e, por isso, tendem a prejudicar mais o cérebro

Quanto ao consumo crônico e frequente, independentemente da bebida, o médico ressalta que pode desencadear alterações estruturais no cérebro. Titulado pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), ele menciona a perda de volume cerebral, prejuízo cognitivo e maior risco de demência.

Com relação ao vinho tinto, o especialista enfatiza que a ingestão é frequentemente associada a “possíveis efeitos cardiovasculares relacionados a compostos antioxidantes”. Para Victor Hugo, isso não significa que a bebida seja “protetora” para o cérebro quando consumido em excesso. “O álcool continua sendo neurotóxico”, finaliza.

Imagem colorida mostra pessoas com taças na mão - Metrópoles
O consumo de bebidas alcoólicas impacta negativamente na saúde em geral e no funcionamento de órgãos, como o cérebro

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