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Café: nutri ensina método para consumir a bebida sem irritar o estômago
Os compostos presentes no café podem aumentar a produção de ácidos estomacais — o que favorece desconfortos intestinais
atualizado
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Nesta terça-feira (14/4), é comemorado o Dia Mundial do Café, bebida amada pela tradição, sabor e com grande impacto cultural e econômico em todo o mundo. Apesar de democrático, o café demanda um cuidado especial no consumo, especialmente entre pacientes que têm histórico de irritações estomacais, como a gastrite ou refluxo.
A cautela é necessária devido aos compostos presentes na bebida, como a cafeína, que pode aumentar a produção do ácido gástrico e consequentemente as contrações e a irritação da mucosa estomacal. Como efeito colateral, os pacientes pode sentir desconfortos como queimação, azia e refluxo.

Consultada pela coluna Claudia Meireles, a nutricionista Carla de Castro destaca que os sintomas podem ser sentidos especialmente por pessoas que consomem a bebida em jejum. O ideal, de acordo com a profissional, é aguardar de 30 a 60 minutos após acordar para consumir a bebida.
“Para algumas pessoas, ingerir café logo ao acordar e em jejum pode aumentar a irritação gástrica, já que a bebida estimula a produção de ácido no estômago. Esperar um pouco mais e consumi-lo após algum alimento pode ajudar a reduzir esse desconforto, principalmente em pessoas mais sensíveis ou com histórico de gastrite e refluxo”, destaca.
Café equilibrado
Outra estratégia citada pela nutricionista é evitar consumir a bebida de forma isolada. Para evitar desconfortos, o café pode ser acompanhado de uma refeição equilibrada — o que contribui também para que a energia se mantenha mais estável durante toda a manhã.
“A combinação de proteína, fibras e gorduras boas ajuda a evitar picos e quedas rápidas de energia, algo que pode ocorrer quando o café é consumido isoladamente ou acompanhado apenas de alimentos ricos em açúcar”, destaca Carla de Castro.

Saúde mental
Para quem sofre com problemas de saúde mental como a ansiedade, a profissional pontua ainda a atenção à dose.
“Em quantidades moderadas, o café pode melhorar o estado de alerta, a atenção e até o humor, pois a cafeína atua no sistema nervoso central e influencia neurotransmissores ligados à disposição e ao foco”, pontua.

O problema é quando o consumo passa a ser excessivo — a partir de 400 mg de cafeína por dia. “O paciente pode sentir o aumento na ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir. Por isso, a individualidade é sempre importante na orientação nutricional”, conclui.
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