
Claudia MeirelesColunas

Fruta refrescante ajuda na hidratação, mas não é indicada para todos
Leve, refrescante e rica em água, fruta pode ser uma boa aliada nos dias quentes. Mas nutricionista alerta que deve consumida com moderação
atualizado
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Com formato curioso e aparência marcante, a carambola é uma fruta que costuma chamar atenção pelo visual e pelo sabor levemente ácido. Mas seu principal diferencial nutricional está em outro ponto: a capacidade de contribuir para a hidratação.
Segundo o nutricionista Luiz Cezar Ribeiro, a fruta tem alto teor de água e pode ser uma opção interessante para complementar a ingestão hídrica, especialmente em períodos mais quentes ou em dias em que a alimentação pede opções mais leves e refrescantes.
“A carambola é uma fruta com perfil leve, pouco calórico e bastante interessante para compor uma alimentação equilibrada, principalmente em contextos de maior calor”, afirma o especialista.
Por isso, ela pode ser uma escolha útil para quem quer variar o consumo de frutas e incluir alimentos com sensação mais fresca no cardápio.

O que a fruta oferece além da água
Apesar de ser lembrada principalmente pelo frescor, a carambola também fornece nutrientes relevantes. Entre eles estão a vitamina C, importante para a imunidade, e as fibras, que ajudam no funcionamento intestinal e na promoção da saciedade.
A fruta ainda contém potássio, mineral que participa do equilíbrio da pressão arterial e do funcionamento muscular e neurológico. Outro ponto curioso é que, por seu sabor e acidez característicos, ela pode estimular a salivação, o que em alguns casos favorece a mastigação e o conforto durante a alimentação.
No dia a dia, a carambola pode aparecer em saladas de frutas, sucos, combinações com folhas e até em preparações mais elaboradas.

O alerta importante sobre o consumo
Apesar dos benefícios, a carambola exige atenção. Pessoas com comprometimento renal não devem consumir a fruta, devido à presença de substâncias como o ácido oxálico e a caramboxina, que podem se acumular no organismo e causar efeitos adversos quando os rins não funcionam adequadamente.
“Esse é um ponto muito importante, porque a carambola não é uma fruta indicada para todos. Em pessoas com doença renal, o consumo deve ser evitado”, alerta Luiz Cezar Ribeiro.
Mesmo para quem não apresenta esse quadro, a orientação é manter o consumo com moderação, sem exageros frequentes ou ingestão em excesso, especialmente em jejum.
Quando bem indicada e inserida de forma equilibrada, a carambola pode ser uma fruta interessante para trazer variedade, leveza e hidratação ao cardápio. O segredo, como quase sempre na nutrição, está menos no exagero e mais no contexto.
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