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Claudia Meireles

Fatores comportamentais podem desencadear epilepsia, diz neurologista

A epilepsia pode se desenvolver na terceira idade e fatores comportamentais podem desencadear crises, segundo especialista

13/04/2026 02:00, atualizado 13/04/2026 13:32
Getty Images
avc pode desencadear epilepsia na terceira idade

A epilepsia está entre as doenças neurológicas crônicas mais comuns do mundo. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com a condição. Dessas, 70%  vivem países de baixa e média renda.

Doença é multifatorial

O médico neurologista Marcus Tullius, coordenador de neurologia do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), destaca que a doença pode ter origem genética, mas, na prática, muitos casos estão ligados a fatores adquiridos ao longo da vida.

“Acidente vascular cerebral, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso e tumores estão entre as principais causas. E, em muitos pacientes, não conseguimos identificar um motivo único”, afirma.
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O AVC pode surgir de forma súbita e pode desencadear a epilepsia

Pode surgir em qualquer fase da vida

A doença é ponto de atenção especialmente no envelhecimento, quando a população está mais suscetível a doenças que afetam o sistema nervoso. As crises, inclusive, nem sempre são convulsivas, podendo ser podem ser sutis. “Essas crises costumam ser focais e podem passar despercebidas”, explica.

Desligamentos breves, olhar fixo, movimentos automáticos e confusões passageiras são alguns do sintomas comuns de uma crise — que pode ser desencadeada por especialmente por fatores comportamentais.

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“Privação de sono, estresse e consumo excessivo de álcool são alguns deles. Muitas crises acontecem por um desequilíbrio interno do organismo”, destaca o médico.
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Fatores como a privação de sono podem aumentar o risco de crises

Tratamento é eficaz

Com o tratamento adequado, cerca de 70% dos pacientes podem ficar sem crises.

O médico destaca ainda que, no Brasil, há uma oferta de diferentes medicamentos antiepilépticos disponíveis pelo sistema público.  “Temos boas opções terapêuticas. O desafio ainda é garantir acesso e acompanhamento especializado”, conclui Marcus Tullius.

Mãos segurando cartela com comprimidos de remédio - Metrópoles - ibuprofeno
Desde que diagnosticadas, as crises da epilepsia podem ser tratadas de forma eficaz na maioria dos casos

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