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Brasil

Trama golpista: Exército prende 4 militares condenados no núcleo 4

Quatro militares foram presos e um segue foragido, após ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes

10/04/2026 08:59, atualizado 10/04/2026 14:04
Trama golpista: Exército prende 4 militares condenados no núcleo 4
Trama golpista: Exército prende 4 militares condenados no núcleo 4

O Exército Brasileiro e a Polícia Federal cumprem, nesta sexta-feira (10/4), mandados de prisão contra quatro militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em tentativa de golpe de Estado.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que ordenou o início da execução das penas após a rejeição dos recursos apresentados pela defesa. Eles fazem parte do núcleo 4 da chamada trama golpista, o da desinformação.


Os presos são:

  • Ângelo Denicoli — major da reserva do Exército;
  • Giancarlo Rodrigues — subtenente;
  • Guilherme Almeida — tenente-coronel; e
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército

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Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista
Guilherme Almeida, tenente-coronel-nucleo-4-trama-golpista
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues; subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel
Ailton Gonçalves Moraes Barros
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército condenado no cúcleo 4 da trama golpista
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Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército condenado no cúcleo 4 da trama golpista

Reprodução/Redes sociais
Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista
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Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército preso no núcleo 4 da trama golpista

Reprodução/TV Globo
Guilherme Almeida, tenente-coronel-nucleo-4-trama-golpista
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Guilherme Almeida, tenente-coronel-nucleo-4-trama-golpista

Reprodução/Redes sociais
Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues; subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel
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Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Giancarlo Rodrigues; subtenente; e Guilherme Almeida, tenente-coronel

Arte/Metrópoles
Ailton Gonçalves Moraes Barros
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Ailton Gonçalves Moraes Barros

Reprodução/Facebook

Ângelo, Giancarlo e Guilherme foram presos pela manhã pelo Exército. Ailton, à tarde, pela Polícia Federal.

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Segundo a investigação, o grupo atuava para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais, como parte da estratégia para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o núcleo monitorou e realizou “ataques virtuais” para um “plano maior de ruptura com a ordem democrática”.


Ainda há dois foragidos:


O grupo é acusado de produção de notícias falsas sobre o sistema eleitoral, ataque virtual às autoridades e de apoio à presença de bolsonaristas nos atos golpistas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

Também é citado o suposto uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a prática de crimes, pois alguns dos réus estavam lotados no órgão à época dos fatos investigados.

No total, sete pessoas foram condenadas nesse grupo:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros – 13 anos
  • Ângelo Martins Denicoli — 17 anos de prisão
  • Giancarlo Gomes Rodrigues — 14 anos de prisão
  • Guilherme Marques de Almeida — 13 anos
  • Reginaldo Vieira de Abreu — 15 anos
  • Marcelo Araújo Bormevet — 15 anos
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha — 7 anos e 6 meses de prisão

Eles foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.