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Política

Weintraub responde por escrito em inquérito sobre racismo contra chineses

Ministro da Educação esteve na sede da Polícia Federal e disse, após a oitiva, que "liberdade de expressão é muito importante na democracia"

04/06/2020 16:49, atualizado 04/06/2020 21:02
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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, esteve nesta quinta-feira (04/06) na sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), para prestar depoimento no inquérito em que é investigado por suposto racismo contra chineses. Após tentativa infrutífera de adiar a audiência, o ministro ficou por aproximadamente 20 minutos na PF, onde respondeu às perguntas por escrito.

Meia hora antes, a defesa de Weintraub aprsentou novo recurso junto ao STF, olcitando adiamento do depoimento de hoje. Ma snão houve tempo hábil para a Corte analisar o pedido.

Depois da audiência, o ministro tuitou e disse que foi muito bem recebido na PF. Confira:

Após sair da PF, Weintraub foi abraçado e carregado por manifestantes que faziam portaria em seu apoio. Cerca de 50 apoiadores o esperavam com cartazes e palavras de ordem. Em um megafone, Weintraub questionou a liberdade de expressão no Brasil.

“Deixa eu falar pra vocês: a liberdade é a coisa mais importante em uma democracia. E a primeira coisa que vão tentar calar é a liberdade de expressão. Obrigada pelo apoio, gente. Estamos juntos”, falou, com gritos de guerra a favor do governo e do ministro.

Weintraub foi abraçado pelos manifestantes até o carro, ainda em gritos o vangloriando. Ao chegar no local, antes de prestar depoimento, o ministro se negou a falar com a imprensa. Ele deixou a sede sem conversar com os jornalistas.

Veja imagens:

Cebolinha

A postagem que gerou o inquérito e reclamações oficiais por parte da China foi feita por Weintraub em 4 de abril deste ano. O ministrou usou uma imagem da Turma da Mônica e escreveu, tentando imitar os erros de português do personagem Cebolinha, que a crise do coronavírus seria uma espécie de “plano infalível” de dominação mundial.

A Embaixada da China no Brasil reagiu e acusou o ministro de fazer declarações difamatórias e associar o país asiático à origem da Covid-19.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello resolveu, então, determinar abertura de inquérito contra Weintraub por suposto crime de racismo, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Acusado de racismo contra chineses, Weintraub depôs por escrito à Polícia Federal
Acusado de racismo contra chineses, Weintraub depôs por escrito à Polícia Federal
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
Acusado de racismo contra chineses, Weintraub depôs por escrito à Polícia Federal
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Acusado de racismo contra chineses, Weintraub depôs por escrito à Polícia Federal

Jacqueline Lisboa/Esp. Metrópoles
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Andre Borges/Especial para o Metrópoles
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro

André Borges/ Especial para o Metrópoles
O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro
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O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi exonerado no dia 18 de junho, por ordem de Jair Bolsonaro

Reprodução/Twitter