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Brasil

Acusado de racismo, Weintraub não poderá escolher dia e hora para depor

Ministro da Educação fez postagem que ironizava jeito de imigrantes chineses falarem português e PGR pediu investigação por racismo

03/06/2020 23:12, atualizado 03/06/2020 23:15
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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido de Abraham Weintraub, titular da Educação, para escolher local, data e hora de seu depoimento no inquérito em que é investigado por suposto racismo contra chineses.

Segundo o decano do Supremo, além de ter perdido o prazo para recorrer, o ministro da Educação não possui esse direito porque não é testemunha ou vítima no processo, mas investigado.

Weintraub, de acordo com o magistrado, “terá, como qualquer outra pessoa, o direito (…) recusar-se a responder ao interrogatório policial ou judicial, exercendo, concretamente, o privilégio constitucional contra a autoincriminação”, mas não mais do que isso.

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A postagem que gerou o inquérito e reclamações oficiais por parte da China foi feita por Weintraub em 4 de abril deste ano. O ministrou usou uma imagem da Turma da Mônica e escreveu, tentando imitar os erros de português do personagem Cebolinha, que a crise do coronavírus seria uma espécie de “plano infalível” de dominação mundial.

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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
Abraham Weintraub deixou o MEC
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Abraham Weintraub deixou o MEC

Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019

Gabriel Jabur/MEC
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
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O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
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Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Pressionado, o ministro apagou a postagem, mas chamou o caso de “brincadeira leve” e tentou trocar um pedido de desculpas por respiradores importados da China “a preço de custo”.

“A gente está correndo atrás de respiradores que estão sendo sucateados. Se ele [governo chinês] me der este mês mil respiradores a preço de custo, a gente paga. Aí vou lá pedir desculpas agora, de joelhos. Me humilho”, chegou a dizer.