Em depoimento, motorista de Haddad muda de versão sobre ação da PM
Motorista de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, prestou depoimento à Polícia Civil na segunda-feira (17/8)

O motorista do candidato ao governo de São Paulo do PT, Fernando Haddad, apresentou duas versões sobre a ação da Polícia Militar (PM) na noite de terça-feira (11/8). Um dos relatos ocorreu no dia dos fatos e outro na segunda-feira (17/8), quando o profissional foi prestar depoimento à Polícia Civil (PC).
Uma das versões foi de uma conversa entre o motorista e um advogado por WhatsApp. O diálogo, revelado pelo Metrópoles, teria ocorrido durante a suposta abordagem. Nas mensagens, o profissional diz que foi seguido por policiais e que iria questionar os agentes sobre o motivo da conduta.
Em conversas com interlocutores, o motorista havia dito, primeiro, que neste momento saiu do carro e teria escutado palavras de ordem para enxotá-lo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou na noite de sexta-feira (14/8) imagens que não mostram o profissional saindo do veículo.
O motorista também disse que não saiu do veículo para a polícia. Ele prestou depoimento na 2ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, na Zona Sul de São Paulo, na presença de seu advogado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAgora, pessoas da campanha de Haddad dizem à coluna que, quando o motorista disse em mensagem “vou até eles perguntar o que está pegando”, o profissional titubeou e ficou dentro do veículo.
O motorista mantém, no entanto, que três policiais desceram do carro e teriam o intimidado, versão diferente da contada pelo governo.
A informação não é possível de ser verificada pela gravação disponibilizada pela SSP. A câmera filma apenas até o carro que carregou Haddad e o relato dá conta de que os policiais teriam parado poucos metros à frente, além do alcance da imagem.
Entenda o caso
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- Na última quarta-feira (12/8), Haddad relatou que o motorista do carro em que ele estava foi abordado por policiais militares (PMs) com fuzis após o político ser deixado em casa, na noite de terça-feira (11/8).
- Durante uma entrevista a jornalistas após sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP), o ex-ministro da Fazenda contou que voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) com seu motorista e, ao chegar à sua residência, uma viatura da Polícia Militar “jogou luz no carro”.
- Na sequência, Haddad desceu do veículo, entrou em casa, e o funcionário seguiu viagem.
- Mais à frente, contudo, o motorista diz que continuou sendo seguido pelos policiais e estacionou o carro em frente a um hotel.
- Segundo o relato do petista, policiais carregavam fuzis dentro da viatura e teriam dito para o motorista ir embora após o questionamento.
- De acordo com Hélio Silveira, advogado de Haddad, o motorista relatou que a “abordagem toda teria durado cerca de 40 minutos”.
- Haddad disse que seu carro “foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora”, ao relatar o fato pela primeira vez. “Quero crer que possa ter havido alguma confusão”, acrescentou.











