Bolsonaro sobre atuação do Ministério Público: “Não joga pelo Brasil”

Presidente disse já ter preferidos para a PGR, mas não adiantou nomes. O requisito principal, admitiu, é estar alinhado com o governo

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 14/08/2019 22:24

A escolha da indicação para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda está em aberto, mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já deixou claro que quer alguém totalmente alinhado com o seu governo. Bolsonaro deu a entender, na noite desta quarta-feira (14/08/2019), que não quer que o chefe do Ministério Público seja uma “pedra no seu sapato”. 

“O nosso sentimento é que [o Ministério Público] não joga pelo desenvolvimento do Brasil. Sei que eles têm que fiscalizar a lei, mas às vezes vai um pouquinho além disso”, afirmou, ao chegar ao Palácio da Alvorada. 

Apesar de ter recebido candidatos nesta semana, o presidente indicou que já tem seus preferidos ao cargo, sem revelar os nomes. “Sempre tenho simpatias, obviamente”, declarou. Disse também que pode reconduzir a atual procuradora-geral, que fica no cargo até setembro: “Jamais descartaria Raquel Dodge”. 

Só na terça-feira (13/08/2019), Bolsonaro teve encontros individuais com três subprocuradores cotados: Mário Bonsaglia, ​José Bonifácio Borges de Andrada e Antonio Carlos Simões Martins Soares. 

Bonsaglia é o primeiro colocado da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e foi o único dos mais votados a ser recebido pelo presidente da República até o momento. Os outros dois candidatos são a subprocuradora Luiza Frischeisen e o procurador regional Blal Dalloul.

Apesar de tradicionalmente o nome do PGR sair dessa lista, não há obrigação constitucional para isso. Questionado se seguiria o método, Bolsonaro disse apenas que seguirá a legislação. “Eu sigo a lei, sigo a Constituição, com todo respeito ao Ministério Público. É só isso e mais nada”, declarou o presidente.

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