Líderes dos caminhoneiros vão à Justiça contra Bolsonaro por atos de 7/9
Entidades pediram R$ 50 milhões por "reparação e indenização por danos patrimoniais, extrapatrimoniais e morais"

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas e mais duas entidades que representam os caminhoneiros entraram, na manhã desta terça-feira (7/9), com ação civil pública na Justiça Federal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O caso está na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.
Na peça, as entidades pedem uma indenização de R$ 50 milhões por “reparação por danos patrimoniais, extrapatrimoniais ou morais” que aconteçam nas manifestações deste 7 de Setembro.
“Permitir a perpetuação de manifestações presidenciais públicas com conteúdo antidemocrático, como as apontadas na presente petição, é tolerar erosão dos valores constitucionais caríssimos, com efeitos que permanecerão no seio social ainda por décadas”, diz o texto.
Segundo o documento, os riscos se configuram nas declarações públicas e chamamento para mobilização em todo o território nacional, em especial as concentrações em Brasília e em São Paulo, “mediante promessa de incentivo econômico de participação de civis e militares para prática de atos antidemocráticos”.
A peça também cita atos de intolerância que insuflam a participação “mediante exploração da dependência econômica de caminhoneiros empregados e hipossuficiência econômica (carência financeira) de transportadores autônomos”, com propósito de exigir “afastamento imediato de ministros do STF” com uso das tropas militares.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Tudo isso mediante promessa inidônea de financiamento, custeio e pagamento de todos os custos e despesas a participar de uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros’ sem pauta jurídica”, diz a ação.



