Com símbolo “X” na mão, Fux diz “basta de violência” contra a mulher

O presidente do STF e CNJ afirmou que objetivo é atuar para que o Brasil deixe de ser considerado um dos piores países para o sexo feminino

atualizado 15/06/2021 18:00

Romulo Serpa/CNJ

Com um “X” vermelho na mão e dizendo “basta de violência”, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, participou nesta terça-feira (15/6) da solenidade de um ano da Campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica.

Ao falar sobre a importância dessa iniciativa, Fux disse que seu objetivo à frente do CNJ é atuar para que o Brasil deixe de ser considerado um dos piores países para uma pessoa do sexo feminino. No ranking mundial, o país figura no quinto pior lugar para uma mulher viver, atrás apenas da Guatemala, Honduras, Venezuela e Rússia.

“A campanha promovida pelo Conselho Nacional de Justiça tem por objetivo divulgar a possiblidade de uma mulher denunciar uma situação de violência sem o emprego das palavras, bastando se dirigir ao atendente de uma farmácia um gesto ou sinal que representa o símbolo da campanha: um X vermelho”, explicou o ministro.

Fux lembrou que, a partir dessa sinalização, os atendentes devem acionar imediatamente a Polícia Militar para socorrer a vítima.

A Campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica foi lançada em junho do ano passado pelo CNJ, em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a fim de oferecer às vítimas de agressões familiares durante a pandemia do novo coronavírus um canal de denúncia de maus-tratos e de violência doméstica.

A ação de socorro em meio à escalada das agressões foi resultado do trabalho de grupo instituído pelo Conselho para elaborar estudos e ações emergenciais de ajuda a essas pessoas durante a fase de isolamento social provocada pela pandemia.

Salvar vidas

A coordenadora do Movimento de Enfrentamento da Violência contra a Mulher no CNJ, conselheira do CNJ Tânia Reckziegel, enumerou diversos exemplos em diversos estados de mulheres que foram socorridas por apresentarem o sinal vermelho em suas mãos.

“Essa é uma das campanhas mais exitosas e que alcançou o maior número de vítimas no nosso país. Agradeço muitíssimo aos parceiros que se agregaram, pois sem eles não teríamos o alcance e o objetivo, que é salvar vidas ”, disse.

A conselheira informou que a iniciativa está implantada em todo o país e no Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe foi, inclusive, regulamentada por lei.

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