Com mudanças e aceno ao governo, CCJ do Senado aprova PL Antifacção

O novo texto do PL Antifacção retoma a criação do tipo penal de facção criminosa e equipara milícias a essas organizações

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Geraldo Magela/Agência Senado
ccj-do-senado
1 de 1 ccj-do-senado - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10/12), o Projeto de Lei (PL) n° 5.582/2025, conhecido como “PL Antifacção”. O texto retoma a criação do tipo penal de facção criminosa e equipara milícias a essas organizações. O texto tramita com regime de urgência e ainda deve ser apreciado no plenário da Casa Alta para voltar à Câmara dos Deputados. A votação foi simbólica.

O relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) atendeu boa parte das reivindicações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo teor foi alvo de embate na Câmara dos Deputados sob a relatoria do ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP-SP).

“Este projeto representa o mais duro golpe contra o crime organizado no Brasil na história do Parlamento brasileiro. Ao mesmo tempo em que endurece penas, endurece processo, endurece cumprimento de penas, cria novas ferramentas e reforça ferramentas de investigação”, disse o relator em seu voto.

Além da tipificação de facções criminosas, que poderão render a condenados penas de 15 a 30 anos de prisão, o emedebista incorporou medidas assecuratórias que haviam sido pedidas pelo governo. Vieira também retirou a vedação da concessão de auxílio-reclusão e a restrição ao voto para presos por esses crimes. Ambos os dispositivos foram considerados inconstitucionais pelo relator.

A tramitação

A Câmara dos Deputados aprovou, em 18 de novembro, o PL Antifacção. O texto passou com placar de 370 votos favoráveis a 110 contrários, após o relator, Guilherme Derrite (PP-SP), apresentar seis versões do relatório e ter recebido críticas de governadores de centro e direita, governistas e oposição.

Como antecipado pelo Metrópoles, Vieira também estipulou a criação de um fundo específico para o combate ao crime organizado. Esses recursos serão separados do Fundo Nacional de Segurança Pública e serão provenientes da criação de um novo imposto sobre casas de apostas on-line – as bets. Os recursos deverão somar, segundo projeções do Banco Central, R$ 30 bilhões por ano.

Na Câmara, o texto priorizava fundos geridos pelos Estados o que poderia retirar recursos da Polícia Federal (PF).

O parecer apresentado por Vieira foi elogiado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Classificou como “altamente satisfatório”.

“Eu acho que o projeto está altamente satisfatório, tem um elevadíssimo nível técnico e incorporou grande parte das nossas sugestões, das sugestões do Ministério da Justiça e Segurança Pública. E diga-se: essas sugestões foram fruto de um trabalho de seis meses, consultando a sociedade civil, consultando as universidades, consultando os secretários de Segurança Pública; enfim, todos os nossos setores do próprio Ministério da Justiça e Segurança Pública”, disse Lewandowski.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?