CNJ vota proposta de Fachin para contracheque único a juízes. Siga
Ideia visa uniformizar o registro e a divulgação dos pagamentos da magistratura. Ministro Fachin diz que mudança vai ajudar na transparência

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou a votar, nesta terça-feira (26/5), a proposta do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para a criação de contracheque único dos magistrados brasileiros. Acompanhe aqui:
Caso a proposta seja aprovada, os tribunais terão prazo de 60 dias para se adequar às novas normas.
A ideia de Fachin busca ampliar o controle dos penduricalhos pagos acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil.
O magistrado afirmou que a medida “permitirá maior transparência de todos os recebimentos e, ao mesmo tempo, fará com que o Poder Judiciário mostre efetivamente à sociedade aquilo que recebe pelos serviços prestados”.
O texto prevê também a criação de tabela remuneratória unificada (TRU), com o objetivo de padronizar a nomenclatura de todas as verbas pagas aos magistrados pelos cofres públicos. Ou seja, pelos contribuintes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPara Fachin, a mudança busca ampliar a transparência e o controle sobre os pagamentos à magistratura em cumprimento das recentes decisões do STF sobre verbas indenizatórias e respeito ao teto constitucional.
A proposta votada hoje prevê:
- Criação da Tabela Remuneratória Unificada (TRU).
- Estabelecimento da adoção obrigatória de nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias.
- Recebimento por cada magistrado de um único documento mensal com o detalhamento do subsídio e das verbas indenizatórias.
- Vedação da emissão de folhas suplementares ou documentos paralelos de pagamento.
- Mecanismos permanentes de controle das folhas de pagamento, com envio padronizado de dados ao CNJ.
- Integração de sistemas e possibilidade de atuação da Corregedoria Nacional de Justiça para acompanhamento das informações.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasNa TRU, terão de constar o valor efetivamente pago ao magistrado e a discriminação de verbas, como:
- diárias
- ajuda de custo
- remuneração por aulas
- gratificações
- indenização de férias
- retroativos pendentes de pagamento.
Penduricalhos
A resolução será votada em razão das decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiram os pagamentos de penduricalhos e, como consequência, impuseram o controle aos supersalários do Judiciário.
“A medida decorre do cumprimento das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em ações que discutem a transparência remuneratória e a observância do teto constitucional no âmbito do Poder Judiciário”, diz o CNJ.
No fim de março, o STF julgou e aprovou as novas regras para limitar os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público.
Entre as medidas definidas pela Corte, está a obrigatoriedade de reunir salários, benefícios e adicionais em um único contracheque, com divulgação clara e detalhada dos valores recebidos.
Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça, auditoria realizada em tribunais identificou mais de 500 registros distintos de pagamentos de verbas indenizatórias realizados com nomenclaturas variadas.










