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Manoela Alcântara

Fachin propõe "contracheque único" para magistrados; CNJ votará tema

Ministro elaborou regra para ampliar a fiscalização dos pagamentos a magistrados em meio ao julgamento dos chamados "penduricalhos" no STF

22/05/2026 16:20, atualizado 22/05/2026 16:53
Luis Nova/Especial Metrópoles
O presidente do STF, ministro Edson Fachin - Metrópoles

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, propôs a criação de um contracheque único para magistrados brasileiros. A ideia surge para ajudar a controlar os penduricalhos pagos acima do teto constitucional, de R$ 46,3 mil. O texto será analisado pelo plenário do CNJ na próxima terça-feira (26/5).

Para Fachin, a medida busca ampliar a transparência e o controle sobre os pagamentos realizados à magistratura em cumprimento das recentes decisões do STF sobre verbas indenizatórias e respeito ao teto constitucional.

A proposta prevê:

  • Criação da Tabela Remuneratória Unificada (TRU).
  • Estabelecimento da adoção obrigatória de nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias.
  • Recebimento por cada magistrado de um único documento mensal com o detalhamento do subsídio e das verbas indenizatórias.
  • Vedação da emissão de folhas suplementares ou documentos paralelos de pagamento.
  • Mecanismos permanentes de controle das folhas de pagamento, com envio padronizado de dados ao CNJ.
  • Integração de sistemas e possibilidade de atuação da Corregedoria Nacional de Justiça para acompanhamento das informações.

Na TRU, terá que ser registrado o valor efetivamente pago ao magistrado, bem como a discriminação de verbas, como:

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  • Diárias.
  • Ajuda de custo.
  • Remuneração por aulas.
  • Gratificações.
  • Indenização de férias.
  • Retroativos pendentes de pagamento.
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Plenário do STF julga penduricalhos para o Judiciário
Ministro Edson Fachin, do STF
Denúncia contra desembargador chegou ao CNJ no mês passado
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Denúncia contra desembargador chegou ao CNJ no mês passado

Divulgação/CNJ
Plenário do STF julga penduricalhos para o Judiciário
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Plenário do STF julga penduricalhos para o Judiciário

Antonio Augusto/STF
Ministro Edson Fachin, do STF
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Ministro Edson Fachin, do STF

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Julgamento

No fim de março, o STF julgou e aprovou as novas regras para limitar os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público.

Entre as medidas definidas pela Corte, está a obrigatoriedade de reunir salários, benefícios e adicionais em um único contracheque, com divulgação clara e detalhada dos valores recebidos.

Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça, uma auditoria realizada em tribunais identificou mais de 500 registros distintos de pagamentos de verbas indenizatórias realizados com nomenclaturas variadas.

Entre as parcelas previstas no contracheque único estão diárias, ajuda de custo, remuneração por aulas, gratificações, indenização de férias e valores retroativos pendentes de pagamento.

Se aprovada, a resolução proposta por Fachin estabelecerá prazo de 60 dias para adaptação dos tribunais às novas regras.

O presidente do STF afirmou que a medida “permitirá uma maior transparência de todos os recebimentos e, ao mesmo tempo, fará com que o Poder Judiciário mostre efetivamente à sociedade aquilo que recebe pelos serviços prestados”.