Clima: Brasil enfrenta temporais e calor extremo nesta 6ª; confira

Avanço de cavado meteorológico e infiltração marítima derrubam temperaturas no Sul e Sudeste; interior do país tem baixa umidade

atualizado

metropoles.com

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Vinícius Schmidt /Metrópoles @vinicius.foto
Foto colorida mostra vegetação seca com sol ao fundo - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida mostra vegetação seca com sol ao fundo - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt /Metrópoles @vinicius.foto

O território brasileiro enfrenta cenário de forte contraste meteorológico nesta sexta-feira (22/5). A atuação de novo cavado — corrente de baixa pressão nas camadas médias da atmosfera —, somada ao fluxo constante de umidade e à infiltração marítima, quebra a estabilidade em diversas regiões.

Enquanto o Sul e o Sudeste registram queda nas temperaturas e o avanço de temporais, as faixas centrais e o interior do Nordeste continuam sob o domínio do sol forte, calor e níveis críticos de umidade do ar.

Na Região Sul, o dia começa com tempo firme na maior parte das localidades, mas a cobertura de nuvens avança rapidamente entre o Paraná e Santa Catarina, trazendo chuvas intensas no decorrer da tarde.

Há alertas ativos para temporais com acumulados elevados no sul e sudoeste paranaense, além do norte e extremo oeste catarinense. Sob a influência de uma massa de ar polar, os termômetros despencam, com marcas próximas de 0°C no Rio Grande do Sul e risco iminente de geada nas áreas da Serra Gaúcha, Catarinense e na região da Campanha.

O Sudeste também experimenta aumento expressivo da instabilidade, com o tempo fechando completamente no estado de São Paulo. As precipitações tornam-se mais frequentes na Região Metropolitana da capital paulista, na faixa leste e no Vale do Paraíba, com risco de raios e rajadas de vento nas áreas do norte e interior do estado.

No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, o deslocamento da umidade oceânica provoca chuvas fracas a moderadas, mantendo o céu nublado e a sensação de frio persistente no centro-sul fluminense e paulista.

No Centro-Oeste, o panorama divide-se entre o resquício do ar frio e o calor do interior do país. Mato Grosso do Sul e o sudoeste de Mato Grosso registram clima mais ameno, com pancadas de chuva de moderada a forte intensidade ganhando força devido ao novo cavado atmosférico.

Em contrapartida, Goiás, Distrito Federal e as demais áreas mato-grossenses enfrentam tarde quente, com umidade relativa do ar abaixo dos 30% nas divisas do norte e rajadas de vento que podem atingir os 50 km/h.

A dinâmica na Região Nordeste repete o padrão de extremos, concentrando chuvas expressivas na faixa litorânea provocadas pela circulação marítima e pela aproximação de uma frente fria no sul da Bahia, que eleva o risco de temporais na costa baiana, em Sergipe e Alagoas.

No extremo norte da região, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) despeja tempestades no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará. No entanto, o interior nordestino permanece intocado pelas chuvas, registrando tempo seco, quente e baixa umidade no oeste da Bahia e da Paraíba.

Combinação clássica

Por fim, a Região Norte segue o dia sob a combinação clássica de forte calor e alta disponibilidade de umidade, o que favorece pancadas frequentes e abafamento. A ZCIT mantém nuvens carregadas e organizadas entre o Amapá e o norte do Pará, enquanto o interior do Amazonas e o estado de Roraima ficam em estado de atenção para temporais severos com acumulados elevados de água.

Isolados dessa instabilidade, os estados de Rondônia, Acre e Tocantins mantêm o tempo firme, com índices de umidade do ar inferiores a 30% no território tocantinense.

Diante do cenário de mudanças bruscas na atmosfera e do risco de acumulados severos de chuva em curto espaço de tempo, a recomendação das autoridades de Defesa Civil é de atenção redobrada nas estradas e áreas de encosta.

O mar permanece agitado em toda a faixa litorânea que se estende do Sul ao Sudeste do país, gerando ventos costeiros persistentes que exigem cautela também para a navegação de pequenas e médias embarcações.

Com informações do portal Climatempo.

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