Caiado sai em defesa da carne brasileira, vetada pela União Europeia
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, ex-governador de Goiás se reuniu com delegação da União Europeia em Brasília
atualizado
Compartilhar notícia

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) saiu em defesa da exportação de carne brasileira para a União Europeia (UE) depois de se reunir com membros da delegação do órgão em Brasília. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (10/6).
O pré-candidato ao Palácio do Planalto acompanhou a reunião de embaixadores e chefes de missão da UE no Brasil, que ocorre mensalmente. No encontro, Caiado afirmou que abordou o anúncio da suspensão de importação de carne bovina brasileira pelo bloco, parceria sobre terras raras e defendeu os produtores brasileiros.
“O Brasil não pode ser penalizado a todo momento por interpretações que muitas vezes são para corrigir problemas internos de países. O Brasil vem sendo sobrecarregado por tarifas, como aconteceu agora, com mais uma penalização ao Brasil imposta pelos americanos que, de certa maneira, tentam responsabilizar o Brasil e todos os outros países por uma desindustrialização que aconteceu nos Estados Unidos”, declarou Caiado.
Nas últimas semanas, a União Europeia deixou o Brasil de fora da lista de países autorizados a exportarem carne bovina ao membros do bloco. A decisão, caso não seja revertida, será implementada em setembro e foi recebida com surpresa pelo governo federal.
Desde o anúncio membros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram as conversas com o bloco, em uma tentativa de evitar que a suspensão seja aplicada. Embora a medida seja justificada por preocupações sanitárias, o governo brasileiro vê motivação política no anúncio.
“Essa parceria [com a União Europeia] precisa ser alargada e não criar mecanismos que venham restringir aquilo que [está previsto] no acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, defendeu Caiado à imprensa após o encontro.
Caiado estava acompanhado ainda do senador Nelsinho Trad (PSD), que preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no Senado Federal. De acordo com interlocutores do presidenciável, a reunião teve duração de cerca de duas horas.