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Senador alerta que PCC e CV podem ser atalho dos EUA para terras raras. Vídeo
Chefe da Comissão de Relações Exteriores alerta que classificação de facções como terroristas pode abrir “atalho” dos EUA para terras raras
atualizado
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Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou ao Metrópoles, na segunda-feira (8/6), que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump não pode servir de “atalho ou subterfúgio” para interesses estrangeiros relacionados às reservas brasileiras de terras raras.
“É preciso ter muito cuidado para que essa cooperação não sirva de atalho ou subterfúgio para a exploração de outras questões que não estejam relacionadas à segurança pública”, disse o senador, que também preside a Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras na Casa Alta.
Nelsinho afirmou que os Estados Unidos têm interesse nas reservas brasileiras de terras raras e disse que a entrada de agentes estrangeiros no país deve seguir os procedimentos regulares de controle.
“Utilizar esse caminho para facilitar a entrada no Brasil, sem a observância dos procedimentos regulares de verificação sobre quem está entrando e por qual motivo, exige cautela, sobretudo porque o país detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo”, afirmou.
Apesar da ressalva, o senador declarou apoiar a cooperação entre os dois países no combate às organizações criminosas. “Ninguém quer passar a mão sobre malfeitos ou bandidos. Imagino que, se essa cooperação entre Brasil e Estados Unidos na área da segurança pública for destinada a uma atuação conjunta contra organizações criminosas, ela é bem-vinda”, disse.
Segundo Nelsinho, essa colaboração deve se restringir ao compartilhamento de inteligência, ao uso de inteligência artificial na segurança pública e ao controle das fronteiras. “É impossível fazer esse controle sem tecnologia”, frisou.