Após perdão judicial, Monique Medeiros deixa prisão no Rio
Monique recebeu o perdão judicial pelo crime de homicídio contra filho de Henry Borel

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira (4/6), após a Justiça do Rio de Janeiro expedir o alvará de soltura. A professora recebeu o perdão judicial no julgamento da morte do filho, realizado no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
A mãe de Henry estava presa no Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O júri declarou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasMonique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela também foi condenada por omissão em relação às torturas sofridas pelo filho.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA decisão da condenação foi divulgada já na madrugada desta quinta-feira (4/6), ao fim do 10º dia de julgamento. A sentença de Jairinho foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. Monique recebeu o perdão judicial pelo crime de homicídio. Pelo crime de omissão, a pena recebida por ela foi de 1 ano e 4 meses, mas, como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.
Jairinho também foi condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel, e foi absolvido de outras duas acusações de tortura.
O ex-vereador respondia pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique, por sua vez, foi julgada por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo. Cabe recurso.
Caso Henry Borel
- Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio.
- O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, a mãe, levaram a criança ao hospital, alegando que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama.
- Os profissionais de saúde constataram a morte de Henry, causada por hemorragia interna e laceração hepática.
- Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry apresentava mais de 20 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e morte lenta e agônica.
- Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril de 2021.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasAo longo de 10 sessões, foram ouvidos investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas ligadas ao caso e ex-namoradas de Jairinho.
Jairinho e Monique Medeiros prestaram depoimento nessa terça-feira (2/6). Monique, que foi a primeira a depor, apresentou uma nova versão sobre os fatos que antecederam a morte do filho e afirmou acreditar que Jairo foi o responsável pelo óbito do menino.
O ex-vereador, por sua vez, negou ter agredido mulheres ou crianças e atribuiu acusações feitas por ex-namoradas a “especulações“. A pedido do advogado de defesa, Rodrigo Faucz, Jairinho não respondeu às perguntas da acusação nem da juíza responsável pelo caso.
Nesta quarta-feira (3/6), o promotor do caso, Fábio Vieira, apontou que o padrasto do menino tem traços de “psicopatia severa” e o acusou de ser agressor contumaz: “Agride mulheres e também agride crianças. Maltrata crianças. Tem prazer em machucar os vulneráveis”.
Vieira também afirmou que a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros, é “narcisista, com traços de megalomania”.




















