Henry Borel: entenda o que é o perdão judicial dado a Monique Medeiros

Mãe de Henry Borel recebeu perdão pelo crime de homicídio culposo. Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão

atualizado

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Monique Medeiros chora durante julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Henry Borel
1 de 1 Monique Medeiros chora durante julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Henry Borel - Foto: Brunno Dantas/TJRJ

A professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, recebeu o perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, do 2° Tribunal de Justiça da Capital, do Rio de Janeiro. O perdão judicial ocorre quando o juiz reconhece o crime e a autoria, mas não aplica pena. Isso porque as consequências do crime para o autor já são consideradas punição o suficiente. 

A medida é prevista no código penal para os crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa, ou seja, ambos quando não há a intenção do ato. Monique tinha sido denunciada pelo Ministério Público do Rio pelo crime de homicídio doloso do próprio filho. O júri, no entanto, desclassificou para homicídio culposo.

Elizabeth Machado afirmou, ao anunciar a sentença, que Monique já sofreu um castigo severo o suficiente devido a todos os julgamentos que enfrentou ao longo dos cinco anos que o caso demorou para ser julgado. A magistrada citou agressões sofridas por ela na prisão e um “massacre nas redes sociais”. Além de afirmar que, caso Monique fosse um homem, ela não teria sido julgada pela sociedade da forma que foi.

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Monique Medeiros durante julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Henry Borel
Jairinho durante julgamento da morte de Henry Borel
Leniel Borel, pai do menino Henry Borel
Julgamento da morte do menino Henry Borel
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Dessa forma, o réu não sofre nenhuma consequência penal. Monique, contudo, também foi condenada por omissão na tortura sofrida pelo filho. Para esse crime, ela recebeu a pena de 1 ano e 4 meses de detenção, mas, como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

Fim do Júri

A sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (4/6). O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto da criança, foi considerado culpado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, prática de tortura e coação no curso do processo.

Ele recebeu a pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Ele também foi condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.

 

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