Caso Henry Borel: Jairinho depõe após Monique apontá-lo como culpado
Defesa de Jairinho diz que o ex-verador não deve responder às perguntas da acusação. Julgamento já é o mais longo da história do Rio
atualizado
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O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, presta depoimento nesta terça-feira (2/6) no II Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, no julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O interrogatório ocorre após o depoimento da mãe da criança, Monique Medeiros, que afirmou acreditar que Jairo foi o responsável pelo crime.
Segundo o advogado de defesa, Rodrigo Faucz, Jairinho não responderá às perguntas da acusação nem da juíza responsável pelo caso.
O depoimento teve início por volta das 16h50 desta terça, oitavo dia do julgamento que já é considerado o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio.
Ao longo das sessões, foram ouvidos investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas ligadas ao caso e ex-namoradas de Jairinho.
Jairinho responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique, por sua vez, é ré por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de tortura e coação no curso do processo.
Jairinho pediu para depor depois de Monique
A decisão de ouvir Jairinho após Monique foi tomada a pedido da defesa do ex-vereador. Os advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher sustentaram que a mãe de Henry passou a atribuir exclusivamente a ele a responsabilidade pela morte da criança e que, por isso, o depoimento dela deveria ser prestado antes, garantindo o pleno exercício do contraditório.
Monique afirmou que foi orientada pela equipe jurídica de Jairinho a mentir nos primeiros depoimentos prestados à polícia. Ela também declarou ter mudado sua convicção sobre o caso. “Hoje, eu creio que foi o Jairo”, afirmou.
A mãe de Henry disse ainda que não tinha certeza sobre possíveis episódios de agressão contra o filho enquanto mantinha relacionamento com o ex-vereador. Segundo ela, teria reagido de forma extrema caso soubesse do que estava acontecendo.
“Se eu soubesse de alguma coisa, eu estaria respondendo pelo homicídio do Jairo ou enterrada do lado do meu filho”, declarou.
Após os depoimentos, o julgamento seguirá para a fase de debates entre acusação e defesa. Em seguida, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidirão pela condenação ou absolvição dos réus.














