Henry Borel: júri chega ao 9º dia com interrogatório dos réus

Monique e Jairinho devem responder ao juiz, ao Ministério Público, ao assistente de acusação e aos advogados de defesa

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Monique e Jairinho em julgamento sobre morte de Henry Borel
1 de 1 Monique e Jairinho em julgamento sobre morte de Henry Borel - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

No nono dia de júri da morte de Henry Borel, de 4 anos, o julgamento de Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto da criança, e Monique Medeiros, a mãe, entra em fase decisiva nesta terça-feira (2/6). Os acusados devem ser interrogados perante à Corte, parte considerada determinante para os jurados colherem informações para o veredito.

Conforme o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), é previsto que a ré Monique seja a primeira a passar pelo interrogatório e, posteriormente, Jairinho responderá aos questionamentos, conforme decisão do desembargador Sidney Rosa da Silva.

Os interrogatórios ocorrem após a fase de instrução do julgamento, na qual testemunhas de defesa e de acusação foram ouvidas, além de especialistas e peritos criminais do caso.

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Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

Monique e Jairinho devem responder ao juiz, ao Ministério Público, ao assistente de acusação e aos próprios advogados de defesa. Passado os interrogatórios, a Corte segue com a fase dos debates, onde uma hora e meia é concedida à pronúncia da acusação e da defesa.

Após os debates, o julgamento se encaminha para o esclarecimento dos jurados, no qual eles podem solicitar qualquer informação adicional referente ao caso.

Poteriormente, os sete jurados se reúnem para formar o veredito, com o Conselho de Sentença definindo a condenação ou absolvição dos réus.

O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, e é considerado o mais longo da história do estado, podendo se estender até o fim desta semana.

22 pessoas ouvidas

Em duas semanas e um dia de julgamento sobre a morte de Henry Borel, 22 testemunhas e peritos foram ouvidos. Eles compõem a fase de instrução e ajudam a elucidar o caso.

Veja quem depôs até o momento:

  1. Edson Henrique Damasceno (Delegado à frente da investigação)
  2. Ana Carolina Medeiros (Delegada que contribuiu com as investigações)
  3. Rafael Bernardon Ribeiro (Psiquiatra)
  4. Maria Cristina de Souza (Médica)
  5. Kaylane de Oliveira (filha da ex-namorada de Jairinho)
  6. Natasha de Oliveira (Ex-namorada de Jairinho)
  7. Débora Saraiva (Ex-namorada de Jairinho)
  8. Leila Rosângela Mattos (Empregada doméstica)
  9. Tereza Cristina dos Santos (Cabeleireira)
  10. Paloma dos Santos (Manicure)
  11. Luiz Carlos Leal Prestes (Médico legista)
  12. Luiz Airton Saavedra de Paiva (Médico legista)
  13. Leniel Borel (Pai de Henry)
  14. Bryan Medeiros (Irmão de Monique)
  15. Ari Mamed (Ex-colega de trabalho de Monique)
  16. Marcia Eduarda Vieira (Funcionária da brinquedoteca)
  17. Thayná de Oliveira Ferreira (Babá de Henry)
  18. Jairo Souza Santos (Coronel, pai de Jairinho)
  19. Fernanda Abdul Figueiredo (Atual companheira de Jairinho)
  20. Miriam Santos Rabelo Costa (testemunha convocada por Jairinho)
  21. Leonardo Huber Tauil (Perito legista responsável pelo laudo de necropsia)
  22. Jeferson Evangelista Corrêa (Perito legista, assistente da defesa de Jairo)

Relembre

O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

De acordo com o Ministério Público, o ex-vereador foi responsável por causar lesões que levaram Henry à morte e a mãe, Monique Medeiros, foi omissa diante das agressões, contribuindo para o crime.

Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, enquanto Monique é ré por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.

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