Henry Borel: júri chega ao 9º dia com interrogatório dos réus
Monique e Jairinho devem responder ao juiz, ao Ministério Público, ao assistente de acusação e aos advogados de defesa
atualizado
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No nono dia de júri da morte de Henry Borel, de 4 anos, o julgamento de Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto da criança, e Monique Medeiros, a mãe, entra em fase decisiva nesta terça-feira (2/6). Os acusados devem ser interrogados perante à Corte, parte considerada determinante para os jurados colherem informações para o veredito.
Conforme o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), é previsto que a ré Monique seja a primeira a passar pelo interrogatório e, posteriormente, Jairinho responderá aos questionamentos, conforme decisão do desembargador Sidney Rosa da Silva.
Os interrogatórios ocorrem após a fase de instrução do julgamento, na qual testemunhas de defesa e de acusação foram ouvidas, além de especialistas e peritos criminais do caso.
Monique e Jairinho devem responder ao juiz, ao Ministério Público, ao assistente de acusação e aos próprios advogados de defesa. Passado os interrogatórios, a Corte segue com a fase dos debates, onde uma hora e meia é concedida à pronúncia da acusação e da defesa.
Após os debates, o julgamento se encaminha para o esclarecimento dos jurados, no qual eles podem solicitar qualquer informação adicional referente ao caso.
Poteriormente, os sete jurados se reúnem para formar o veredito, com o Conselho de Sentença definindo a condenação ou absolvição dos réus.
O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, e é considerado o mais longo da história do estado, podendo se estender até o fim desta semana.
22 pessoas ouvidas
Em duas semanas e um dia de julgamento sobre a morte de Henry Borel, 22 testemunhas e peritos foram ouvidos. Eles compõem a fase de instrução e ajudam a elucidar o caso.
Veja quem depôs até o momento:
- Edson Henrique Damasceno (Delegado à frente da investigação)
- Ana Carolina Medeiros (Delegada que contribuiu com as investigações)
- Rafael Bernardon Ribeiro (Psiquiatra)
- Maria Cristina de Souza (Médica)
- Kaylane de Oliveira (filha da ex-namorada de Jairinho)
- Natasha de Oliveira (Ex-namorada de Jairinho)
- Débora Saraiva (Ex-namorada de Jairinho)
- Leila Rosângela Mattos (Empregada doméstica)
- Tereza Cristina dos Santos (Cabeleireira)
- Paloma dos Santos (Manicure)
- Luiz Carlos Leal Prestes (Médico legista)
- Luiz Airton Saavedra de Paiva (Médico legista)
- Leniel Borel (Pai de Henry)
- Bryan Medeiros (Irmão de Monique)
- Ari Mamed (Ex-colega de trabalho de Monique)
- Marcia Eduarda Vieira (Funcionária da brinquedoteca)
- Thayná de Oliveira Ferreira (Babá de Henry)
- Jairo Souza Santos (Coronel, pai de Jairinho)
- Fernanda Abdul Figueiredo (Atual companheira de Jairinho)
- Miriam Santos Rabelo Costa (testemunha convocada por Jairinho)
- Leonardo Huber Tauil (Perito legista responsável pelo laudo de necropsia)
- Jeferson Evangelista Corrêa (Perito legista, assistente da defesa de Jairo)
Relembre
O menino Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
De acordo com o Ministério Público, o ex-vereador foi responsável por causar lesões que levaram Henry à morte e a mãe, Monique Medeiros, foi omissa diante das agressões, contribuindo para o crime.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, enquanto Monique é ré por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.









