Caso Henry: perito nega que criança morreu após acidente doméstico
Tauil respondeu que, no registro deste exame pericial, não encontrou móveis onde Henry teria batido a ponto de causar uma lesão hepática
atualizado
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O perito legista Leonardo Huber Tauil afirmou que não havia sinais de que o menino Henry Borel, de 4 anos, morreu após um acidente doméstico. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (1º/6), durante o 8º dia de julgamento do caso.
Monique Medeiros, mãe da criança e Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto, respondem pela morte do menino, em 8 de março de 2021.
O perito Leonardo foi responsável pelos exames de necrópsia de Henry Borel e assinou o laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML). Ele foi questionado sobre uma reprodução simulada de morte da criança – no caso, um exame pericial que tenta recriar a dinâmica do crime.
Tauil respondeu que, no registro deste exame, não encontrou móveis onde Henry teria batido a ponto de causar uma lesão hepática, como foi classificada a causa de morte do menino.
“A gente não encontrou algum móvel ou objeto na casa que ele pudesse cair de maneira espontânea e causasse essa laceração hepática”, afirmou Tail.
Em 2022, durante o primeiro julgamento da morte de Henry, o perito sustentou que a principal hipótese para a morte de Henry eram agressões sofridas pelo menino. À época, ele teria descartado que isso ocorreu por manobras de ressuscitação.
Monique Medeiros deixou a sala do júri devido às fotos do corpo de Henry Borel mostradas no plenário. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), na sexta (29/5), ela se retirou pelo mesmo motivo.
Ainda nesta segunda, a previsão é que uma testemunha ligada à defesa de Jairinho deve ser ouvida. Jefferson Evangelista Correa, perito criminal federal, deve apresentar o seu ponto de vista técnico sobre a perícia do corpo de Henry.
Relembre
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
De acordo com o Ministério Público, o ex-vereador foi responsável por causar lesões que levaram Henry à morte e a mãe, Monique Medeiros, foi omissa diante das agressões, contribuindo para o crime.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, enquanto Monique é ré por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.









