Henry Borel: 8º dia de júri tem perito do IML e testemunha de Jairinho

Após o encerramento da fase de testemunhas, serão realizados os interrogatórios de Jairinho e Monique

atualizado

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Foto em preto e branco de Henry Borel
1 de 1 Foto em preto e branco de Henry Borel - Foto: Reprodução/Instagram

O oitavo dia de julgamento da morte de Henry Borel, de 4 anos, será marcado pelo depoimento de mais duas testemunhas nesta segunda-feira (1º/6) no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro. Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe da criança, respondem pela morte do menino, ocorrida em março de 2021.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o julgamento foi retomado às 10h. O perito legista Leonardo Huber Tauil deve ser o primeiro a passar pelas oitivas. Ele é responsável pelos exames de necrópsia de Henry Borel e assinou o laudo oficial do Instituto Médico-Legal (IML).

Ainda segundo a Corte, uma testemunha ligada à defesa de Jairinho, padrasto de Henry, deve ser ouvida. O depoente se trata de Jefferson Evangelista Correa, perito criminal federal  conhecido por atuar em casos de grande repercussão, como a exumação e o laudo pericial sobre a morte de João Goulart.

Jefferson deve apresentar o seu ponto de vista técnico sobre a perícia do corpo de Henry e, posteriormente, o laudo. Após o encerramento da fase de testemunhas, serão realizados os interrogatórios de Jairinho e Monique.

Na sequência, acusação e defesa apresentarão os debates finais antes da decisão do Conselho de Sentença.

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Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

Babá de Henry e testemunha de Jairinho ouvidas no 7º dia

Nesse domingo (31/5), sétimo dia de julgamento, a babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, e uma testemunha de Jairinho foram ouvidas. Thayná depôs sobre as três vezes em que Jairinho levou o menino Henry para o quarto, fechando a porta.

Segundo ela, os fatos lhe causaram estranheza e desconfiança sobre possíveis agressões que o menino teria sofrido.

“Explicou que, na segunda vez, após o período em que ficou no quarto fechado com Jairinho, Henry saiu mancando e, depois, relatou dores na cabeça. Acrescentou que, nas três ocasiões, a mãe Monique não se encontrava na residência”, informou o TJRJ.

A testemunha de Jairinho foi o pai do acusado, coronel Jairo Souza Santos. Ele afirmou ter visto o corpo de Henry no hospital sem lesões, sustentando a versão de que o menino passou mal. Ele disse que o ex-vereador e Monique eram um casal “maravilhoso”.

Relembre

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

De acordo com o Ministério Público, o ex-vereador foi responsável por causar lesões que levaram Henry à morte e a mãe, Monique Medeiros, foi omissa diante das agressões, contribuindo para o crime.

Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo, enquanto Monique é ré por homicídio por omissão, qualificado por motivo torpe.

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