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Brasil

Henry Borel: Monique passa mal ao ver fotos do filho e deixa julgamento

Júri chega ao quinto dia nesta sexta-feira (29/5). Médico-perito foi o primeiro a depor e afirmou que menino morreu por espancamento

Álvaro Luiz29/05/2026 14:39, atualizado 29/05/2026 14:56
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Reprodução/TJRJ
Henry Borel: Monique passa mal ao ver fotos do filho e deixa julgamento

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, foi retomado nesta sexta-feira (29/5), no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Durante a quinta sessão, Monique passou mal e precisou de atendimento médico após ter visto imagens do corpo do filho.

O ex-vereador e a mãe da criança são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

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6 imagens
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

Reprodução/Instagram
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

Divulgação
Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses

Reprodução/TV Globo
Henry Borel
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Henry Borel

Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

Reprodução/Instagram
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

O médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha do Ministério Público (MP), foi o primeiro a depor e reforçou a tese da acusação de que Henry morreu em decorrência de agressões.

Segundo ele, não há qualquer relação entre as manobras de massagem cardíaca realizadas no hospital Barra D’Or e a laceração no fígado da criança, apontada pela defesa como causa da morte.

“Houve um homicídio por espancamento. Esse menor chegou sem vida a esse hospital. A multiplicidade de lesões em sítios diferentes fez com que, inequivocamente, se concluísse que essa criança foi agredida; por isso, houve a hemorragia interna”, afirmou o especialista aos jurados.

Durante a exibição de imagens das lesões da criança no plenário, Monique Medeiros deixou a sessão por volta das 10h20 para receber atendimento médico da equipe do TJRJ.

Prestes comentava as lesões de Henry, enquanto fotos da criança passavam em uma tela. Monique só retornará ao plenário neste sábado (30/5).

Lesões externas descartam acidente doméstico

Formado há 44 anos e atuando como perito há três décadas, Prestes declarou que Henry aparentava estar morto quando deu entrada no hospital. De acordo com ele, a temperatura corporal registrada na emergência, de 34ºC, indicaria que a morte de Henry ocorreu entre duas e três horas antes da chegada da criança à unidade de saúde.

O médico também afirmou que a laceração hepática responsável pela hemorragia interna ocorreu enquanto Henry estava vivo. Segundo o perito, as lesões encontradas no corpo da criança foram produzidas de forma independente e são incompatíveis com uma única queda. “O acidente doméstico está totalmente descartado. Isso é uma coisa fantasiosa”, ressaltou.

Ainda segundo Prestes, Henry apresentava 17 lesões externas, inclusive na cabeça. O perito afirmou que ele sofreu intensamente antes da morte. “Essa criança sentiu muita dor. Essa criança sofreu muito. Essa morte foi lenta, foi agônica”, declarou.

A defesa de Jairinho, padrasto da vítima, sustenta que o vereador não agrediu Henry e argumenta que os ferimentos foram provocados por tentativas de reanimação realizadas no hospital Barra D’Or, na zona sudoeste do Rio.

Próximas testemunhas

Além da oitiva de Prestes, são aguardados os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e de Leniel Borel, pai de Henry.

Prestes e Saavedra assinam pareceres técnicos que sustentam que as lesões identificadas no corpo da criança são incompatíveis com um acidente doméstico ou com as manobras de reanimação realizadas.

Até o momento, 10 testemunhas foram ouvidas no julgamento. No total, 27 pessoas foram convocadas.

Após o encerramento da fase de testemunhas, serão realizados os interrogatórios de Jairinho e Monique. Na sequência, acusação e defesa apresentarão os debates finais antes da decisão do Conselho de Sentença. Confira:

  • Edson Henrique Damasceno: delegado responsável pela investigação sobre a morte de Henry;
  • Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas: delegada responsável pela investigação sobre a morte de Henry;
  • Rafael Bernardon Ribeiro: psiquiatra;
  • Maria Cristina de Souza Azevedo: médica que atendeu a criança;
  • Kaylane de Oliveira Duarte Pereira: filha de ex-namorada de Jairinho;
  • Natasha de Oliveira Machado: ex-namorada de Jairinho;
  • Débora Mello Saraiva: ex-namorada de Jairinho;
  • Leila Rosângela de Souza Mattos: ex-funcionária de Jairinho e Monique;
  • Tereza Cristina dos Santos: cabeleireira que atendeu Monique semanas antes da morte da criança; e
  • Paloma dos Santos Meireles: manicure de Monique.

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