Caso Henry Borel: ex diz ter sido dopada e estuprada por Jairinho

Débora Mello foi a terceira testemunha ouvida no quarto dia de julgamento. Horas antes, outra ex-namorada e a filha dela prestaram oitiva

atualizado

metropoles.com

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Fotografia colorida de Dr. Jairinho
1 de 1 Fotografia colorida de Dr. Jairinho - Foto: Divulgação

Durante o quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, a ex-namorada do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, prestou depoimento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (28/5). Antes dela, duas testemunhas — uma outra ex-namorada e a filha dela — também deram depoimento contra Jairinho.

Débora Mello Saraiva relatou ter sido vítima de estupro e agressões físicas durante o relacionamento. Ela disse ainda que o ex-vereador cometeu agressões contra o filho dela, durante o período em que manteve um relacionamento com o réu, entre 2014 e 2020, “entre idas e vindas”.

A mulher relatou que conheceu Jairinho na Câmara em 2014, quando trabalhava como assessora de uma vereadora.

A pedido da testemunha, Jairinho deixou o plenário durante o depoimento. Já Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e também ré no processo, permaneceu no plenário durante a oitiva. O advogado Fabiano Lopes, responsável pela defesa de Jairinho, voltou a participar do júri após ter se ausentado por conta de um infarto sofrido no último sábado (23/5).

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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses

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Henry Borel
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Henry Borel

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

Filho de Débora reconheceu Jairinho durante uma reportagem

No tribunal, Débora afirmou que o próprio filho revelou ter sido agredido por Jairinho.

Segundo ela, a criança contou sobre as agressões após assistir, em 2021, a uma reportagem sobre o caso Henry. “Ele veio pra mim e falou: ‘Mamãe, você sabe o que o Jairinho fez comigo?’. Ele disse que Jairinho tinha pisado na barriguinha dele e ficou rindo”, relatou Débora.

Ela afirmou ainda que o filho descreveu as agressões cometidas pelo ex-vereador. “Ele botou papel e pano na boca dele para que não gritasse. Pisou na barriga dele e ficou rindo”, disse. Segundo Débora, o filho contou também que Jairinho o colocou dentro de um carro, colocou um saco na cabeça dele e dirigiu pelo estacionamento.

Mulher denuncia estupro

A testemunha afirmou ainda ter sido vítima de estupro e agressões físicas durante o relacionamento. Segundo ela, em um dos episódios, estava em casa com os filhos e teria sido dopada pelo ex-vereador. “Ele me dopou nesse dia. Foi o mesmo dia que ele me estuprou. Eu acordei com dor. Ele riu, admitiu, e disse que eu gritei igual a uma cachorra”, afirmou.

Ela contou que o filho tentou acordá-la no dia do episódio, mas não conseguiu. “O meu filho disse: ‘Eu consegui sair e eu te sacudi. Só que você não respondia’”, relatou, emocionada.

Débora também disse que, antes desse caso, o filho sofreu uma fratura grave no fêmur após participar de uma festa apenas com Jairinho. Segundo ela, o vereador afirmou que a criança havia se machucado ao descer do carro, mas exames apontaram uma fratura grave, que deixou o menino meses engessado.

Ao longo do depoimento, Debora contou sobre a rotina de violência que vivia dentro do relacionamento com Jairinho. Ela afirmou ter sofrido agressões físicas, enforcamento, mordidas e ameaças.

“Ele virou e me deu um chute, que quebrou um dos dedos do meu pé. Em outra briga, ele foi atrás, me pegou pelo pescoço e foi me arrastando. Enquanto ele me arrastava pelo jardim, ele me deu três mordidas na cabeça”, disse.

“Quando eu falei que ele iria me matar, ele parou e disse para irmos dormir”, relembrou. Segundo ela, no dia seguinte às agressões, Jairinho agia “como se nada tivesse acontecido”. “Tinha medo dele”, afirmou.

Ex-namorada e ex-enteada prestaram depoimento antes

A estudante de turismo Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, de 18 anos, foi a primeira testemunha ouvida. A mãe dela, Natasha de Oliveira Machado, ex-namorada de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, também depôs.

Em depoimento, Kaylane reafirmou ter sofrido agressões físicas do réu durante a infância. Relatou também que conheceu Jairinho aos 3 anos, quando a mãe iniciou um relacionamento que durou cerca de 7 anos com o então vereador. As agressões, segundo ela, aconteceram do meio para o fim desse período.

Na sequência, Natasha de Oliveira Machado também prestou depoimento ao júri. Ela afirmou que Jairinho foi seu primeiro relacionamento após a separação do pai de Kaylane e disse que só descobriu as agressões sofridas pela filha depois do fim da relação.

Segundo Natasha, o medo da influência política de Jairinho e do pai dele, o Coronel Jairo, em Bangu, na zona oeste do Rio, a impediu de denunciar o caso anteriormente.

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