Henry Borel: 5º dia de júri prevê depoimentos do pai e de peritos

Nesta sexta, o médico legista Savedra e o perito Prestes são os primeiros a depor. Até o momento, 10 testemunhas foram ouvidas

atualizado

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Henry Borel Medeiros
1 de 1 Henry Borel Medeiros - Foto: Reprodução redes sociais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) chega, nesta sexta-feira (29/5), ao quinto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021.

Segundo a Corte, a previsão é de que sejam ouvidos hoje Leniel Borel, pai de Henry; o médico legista Luiz Airton Savedra de Paiva; e o perito Luiz Carlos Leal Prestes.

“A sessão de julgamento, que foi suspensa às 20h48 (de quinta), continua nesta sexta-feira, 29 de maio, a partir das 9h. O julgamento retoma hoje, com os depoimentos previstos de Leniel e dois peritos”, informou o TJRJ, em nota.

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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses
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Monique vivia com Dr. Jairinho há cerca de quatro meses

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Henry Borel
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

O julgamento ocorre no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. Até o momento, 10 testemunhas passaram pelas oitivas. Nesta sexta, Savedra e Prestes são os primeiros a depor.

Os peritos devem abordar aspectos técnicos para a análise da causa da morte e explicar a dinâmica das lesões encontradas no corpo da criança. Posteriormente, a expectativa é de que Leniel Borel seja ouvido e apresente mais denúncias contra os acusados.

O Metrópoles apurou que, apesar da expectativa de que Leniel seja ouvido nesta sexta (29/5), nos bastidores do julgamento, é comentado que os dois profissionais podem estender o tempo nas oitivas.

Caso isso ocorra, o pai de Henry pode prestar depoimento somente no sábado (30/5). O júri deve ser concluído na próxima semana.

4º dia teve depoimento de  filha de ex de Jairinho

O quarto dia de julgamento do caso Henry Borel foi marcado pelo depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada de Jairinho. A pedido da testemunha, Jairinho deixou o plenário durante o depoimento.

Kaylane reafirmou ter sofrido agressões físicas do réu durante a infância, incluindo tentativas de afogamento. Natasha de Oliveira, mãe de Kaylane, disse que, até ouvir o relato da filha, desconhecia a situação, e não desconfiava do comportamento de Jairinho.

Débora Mello Saraiva, outra ex-namorada de Jairinho, foi a terceira testemunha a depor. Ela relatou ter sido vítima de estupro e agressões físicas durante o relacionamento e alegou agressão do ex-vereador contra o filho dela.

A sessão de julgamento foi suspensa às 20h48 e retomada nesta sexta, às 9h.

Relembre

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.

Porém, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.

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