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Brasil

Caso Henry: "Nunca encostei em nenhuma criança", afirma Jairinho

"Quem seria capaz de fazer mal a uma criança? Que ser humano seria capaz?", defendeu-se o ex-vereador em primeiro depoimento

13/06/2022 14:43, atualizado 13/06/2022 17:26
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Aline Massuca/Metrópoles
Depoimento do Dr Jairinho no TJRJ durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Durante a primeira parte do interrogatório de Jairinho, que começou às 11h50 nesta segunda-feira (13/6), o vereador cassado afirmou ter “paz no coração” em relação ao falecimento do menino Henry Borel, em 8 de março de 2021. Ele é réu pela morte do garoto.

“Juro por Deus que nunca encostei em nenhuma criança. Sou nascido e criado em Bangu, meus pais são casados há 50 anos. Minha família é pautada no amor”, afirmou Jairinho.

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Segundo ele, diversas crianças já passaram por sua casa, inclusive a filha do senador Romário, Ivy Faria, que tem síndrome de Down. “O meu mundo caiu, do jeito que foi e do que estou sendo acusado”, alegou o ex-vereador.

“Quem seria capaz de fazer mal a uma criança? Que ser humano seria capaz? Essa roupa não me cabe”, completou.

Jairinho é ouvido pela segunda vez. Ele e Monique Medeiros são réus pela morte de Henry Borel, filho dela. O ex-vereador está preso há mais de um ano, e Monique, em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica desde 4 de abril.

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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
Talita Santos, irmã do Dr Jairinho, e advogados.
Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.
Caso Henry: “Nunca encostei em nenhuma criança”, afirma Jairinho - imagem 6
Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel
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Jairinho depõe no TJRJ. Ele é réu, acusado de ter matado o menino Henry Borel

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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro
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Advogado de defesa, Cláudio Dalledone, abraça Dr. Jairinho durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro

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Talita Santos, irmã do Dr Jairinho, e advogados.
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Talita Santos, irmã do Dr Jairinho, e advogados.

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Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.
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Dr. Jairinho participou remotamente de dentro do presídio.

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Flavia Froes advogada  do Dr Jairinho, passa batom, durante no TJ durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro 8
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Flavia Froes advogada do Dr Jairinho, passa batom, durante no TJ durante depoimento sobre a morte do menino Henry Borel no Rio de Janeiro 8

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Jairinho foi interrogado no dia 13 de junho, no TJRJ
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Jairinho foi interrogado no dia 13 de junho, no TJRJ

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Relembre

Segundo laudo complementar de necropsia do Instituto Médico Legal (IML), Henry morreu em decorrência de uma hemorragia interna por laceração hepática, causada por ação contundente.

Jairinho e Monique foram interrogados pela primeira vez no dia 9 de fevereiro, mas o ex-político optou por permanecer em silêncio na ocasião. A professora, no entanto, depôs por 11 horas. “Só Deus, meu filho e Jairinho sabem o que aconteceu naquela madrugada”, disse Monique, em versão diferente da inicialmente sustentada.

Antes, o casal alegava acidente doméstico como causa da morte de Henry. Versão esta que foi confrontada com o laudo pericial, que apontou 23 lesões no corpo da criança e hemorragia interna causada por ação contundente.

Monique e Jairinho são acusados de homicídio triplamente qualificado com o emprego de tortura. Na noite do crime, Henry estava com o padrasto e a mãe em um apartamento no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

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