Caso Henry Borel: Monique diz ter sido traída e agredida por Jairinho

“Hoje, eu creio que foi o Jairo”, afirmou Monique sobre a possível causa da morte de Henry. Julgamento chega ao 9º dia nesta terça-feira (2)

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1 de 1 Imagem colorida, Caso Henry Borel: Monique diz ter sido traída e agredida por Jairinho - Metrópoles - Foto: Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação

Durante depoimento no II Tribunal do Júri da Capital, no centro do Rio de Janeiro, a mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, relatou episódios de traição e violência que teriam ocorrido durante o relacionamento com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnio , o Dr. Jairinho. O júri chega ao 9º dia nesta terça-feira (2/6) com interrogatórios dos réus. 

Ré no homicídio do filho por omissão qualificado por motivo torpe, Monique disse que não presenciou o que aconteceu com Henry na madrugada de 8 de março de 2021 porque teria sido dopada por Jairinho. Segundo ela, Jairinho costumava lhe dar medicamentos para dormir e, em algumas ocasiões, percebia remédios triturados em taças de vinho.

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Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique
Henry Borel
Jairinho depõe no TJRJ
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Virginia Fonseca comentou sobre o caso Henry Borel
Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
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Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça

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Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

Também afirmou que foi orientada pela equipe jurídica do ex-vereador a mentir nos primeiros depoimentos prestados à polícia. “Hoje, eu creio que foi o Jairo”, afirmou. Monique chorou em diversos momentos do interrogatório, especialmente ao lembrar do enterro do filho. No júri, buscou reforçar a imagem de uma mãe presente e dedicada.

Em determinado momento, Monique relembrou episódios de traição e violência que teriam ocorrido durante o relacionamento com Jairinho.

Ela contou que, no início do namoro, recebeu uma mensagem de Débora Mello Saraiva, ex-companheira do vereador, que também prestou depoimento contra Jairinho, na última quarta-feira (28/5).  À Monique, Débora contou que ela e Jairinho mantinham um relacionamento havia seis anos. Monique procurou Jairinho para esclarecer a situação, mas ele negou a versão.

“Eu acreditei nele, mas fiquei desconfiada. Depois, ela começou a me enviar prints e mensagens dizendo que ele a agredia e a perseguia. Mesmo assim, eu não acreditei e nós retomamos o relacionamento”, disse Monique.

Monique também relatou um episódio de agressão ocorrido em novembro de 2020, quando dormia na casa dos pais, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Segundo ela, Jairinho invadiu o imóvel após uma crise de ciúmes.

“Ele pulou o muro da casa dos meus pais, me acordou me enforcando e jogou o telefone na minha cara porque encontrou mensagens minhas com Leniel. Ele tinha acesso à minha senha. Eu não tinha acesso à dele e descobri que ele mantinha contato com outras mulheres”, afirmou.

De acordo com Monique, no dia seguinte Jairinho pediu desculpas e atribuiu o comportamento ao consumo de álcool. Apesar do episódio, o relacionamento continuou. 

Encerrado o depoimento de Monique, o tribunal dará sequência ao interrogatório de Jairinho, que responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Após os interrogatórios, o rito do júri prevê os debates entre Ministério Público (MPRJ) e defesas antes da votação pelo Conselho de Sentença.

Débora afirmou ter sido dopada e estuprada por Jairo

Durante o quarto dia de julgamento do caso Henry Borel, duas ex-namoradas de Jairo e a filha de uma delas deram depoimento contra o ex-vereador. 

Débora Mello Saraiva relatou ter sido vítima de estupro e agressões físicas durante o relacionamento. Ela disse ainda que o ex-vereador cometeu agressões contra o filho dela, durante o período em que manteve um relacionamento com o réu, entre 2014 e 2020, “entre idas e vindas”.

A mulher relatou que conheceu Jairinho na Câmara em 2014, quando trabalhava como assessora de uma vereadora. No dia, a pedido da testemunha, Jairinho deixou o plenário durante o depoimento.

No tribunal, Débora afirmou que o próprio filho revelou ter sido agredido por Jairinho.

Segundo ela, a criança contou sobre as agressões após assistir, em 2021, a uma reportagem sobre o caso Henry. “Ele veio pra mim e falou: ‘Mamãe, você sabe o que o Jairinho fez comigo?’. Ele disse que Jairinho tinha pisado na barriguinha dele e ficou rindo”, relatou Débora.

Ela afirmou ainda que o filho descreveu as agressões cometidas pelo ex-vereador. “Ele botou papel e pano na boca dele para que não gritasse. Pisou na barriga dele e ficou rindo”, disse. Segundo Débora, o filho contou também que Jairinho o colocou dentro de um carro, colocou um saco na cabeça dele e dirigiu pelo estacionamento.

Jairo dopou vítima com o filho dela em casa

Segundo ela, em um dos episódios, estava em casa com os filhos e teria sido dopada pelo ex-vereador. “Ele me dopou nesse dia. Foi o mesmo dia que ele me estuprou. Eu acordei com dor. Ele riu, admitiu, e disse que eu gritei igual a uma cachorra”, afirmou.

Ela contou que o filho tentou acordá-la no dia do episódio, mas não conseguiu. “O meu filho disse: ‘Eu consegui sair e eu te sacudi. Só que você não respondia’”, relatou, emocionada.

Débora também disse que, antes desse caso, o filho sofreu uma fratura grave no fêmur após participar de uma festa apenas com Jairinho. Segundo ela, o vereador afirmou que a criança havia se machucado ao descer do carro, mas exames apontaram uma fratura grave, que deixou o menino meses engessado. Ela afirmou ter sofrido agressões físicas, enforcamento, mordidas e ameaças.

“Ele virou e me deu um chute, que quebrou um dos dedos do meu pé. Em outra briga, ele foi atrás, me pegou pelo pescoço e foi me arrastando. Enquanto ele me arrastava pelo jardim, ele me deu três mordidas na cabeça”, disse.

“Quando eu falei que ele iria me matar, ele parou e disse para irmos dormir”, relembrou. Segundo ela, no dia seguinte às agressões, Jairinho agia “como se nada tivesse acontecido”. “Tinha medo dele”, comentou Débora.

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