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Brasil

Promotor chama Jairinho de “psicopata severo”, e Monique, “narcisista”

Décimo dia do julgamento sobre a morte do menino Henry Borel ocorre nesta quarta-feira (3/6), no Rio de Janeiro

03/06/2026 13:18, atualizado 03/06/2026 14:46
Aline Massuca/Metrópoles
Monique Medeiros e Jairinho em juri - Metrópoles

No décimo dia de julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, acusação e defesa fazem as suas sustentações antes da votação dos jurados, nesta quarta-feira (3/6).

A acusação foi a primeira a se manifestar. Segundo o promotor Fábio Vieira, o ex-vereador Jairinho aproveitava a influência política e econômica do cargo para intimidar as pessoas.

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Ele ainda apontou que o padrasto do menino, morto aos 4 anos, tem traços de “psicopatia severa”. “Estamos falando de um camarada influente, que tinha força política e econômica no cenário carioca. Tudo precisa ser entendido dentro desse contexto”, afirmou.

Promotor chama Jairinho de “psicopata severo”, e Monique, “narcisista” - destaque galeria
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Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique
Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
Henry Borel
Henry Borel
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso
Jairinho depõe no TJRJ
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Jairinho depõe no TJRJ

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Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique
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Caso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique

Tomaz Silva/Agência Brasil
Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça
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Jairinho e Monique foram presos e respondem por tortura, homicídio triplamente qualificado, além de fraude processual, coação no curso do processo e falsidade ideológica. O caso aguarda para ser julgado pela Justiça

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Henry Borel

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade; julgamento está em curso

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal

O promotor ainda acusou Jairinho de ser agressor contumaz: “Agride mulheres e também agride crianças. Maltrata crianças. Tem prazer em machucar os vulneráveis”.

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Vieira também afirmou que a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros, é “narcisista, com traços de megalomania”. “Ela fala que o Henry não podia ter uma mãe melhor que ela”, defendeu.

Entenda os termos

O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) tratam a psicopatia clinicamente como Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS). Ela não é classificada como doença mental passível de cura, mas como um desvio de comportamento.

As características principais são engodo, manipulação, charme superficial e habilidade de persuadir, ausência de empatia, frieza emocional, ausência de remorso, impulsividade e dificuldade em controlar comportamentos de risco.

Uma pessoa narcisista apresenta um padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, superestima suas habilidades e explora os outros em benefício próprio.

Já a megalomania é semelhante, trata-se de uma condição psicológica e comportamental, com delírios de grandeza, poder, onipotência e autoestima desproporcional.

Relembre

Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio. O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, a mãe, levaram a criança ao hospital, alegando que o menino havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama.

Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) descartou a hipótese, pois Henry apresentava mais de 20 lesões de natureza violenta, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e morte lenta e agônica.

Agora, o casal responsável pelo filho responde por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.