Tarifaço de Trump foi mais um tiro no pé de Bolsonaro. Lula agradece

Agonia em silêncio

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Foto colorida de Lula e Trump -- Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Lula e Trump -- Metrópoles - Foto: Arte/Reprodução

Afinaram as violas: Lula, os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Flávio Dino e Cristiano Zanin, o Procurador-Geral da República Paulo Gonet, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, que jantaram juntos ontem no Palácio da Alvorada.

Concordaram em traçar uma linha intransponível no que diz respeito à soberania do Brasil, justamente quando ela está sendo atacada pelo presidente de outro país, o Agente Laranja. Você sabe de quem falo. Tarifas impostas sobre a compra de produtos brasileiros negociam-se, e disso se encarregam o governo e empresários. Quanto à atuação da justiça… Está fora de questão.

Lula se disse indignado com as sanções aplicadas pelo governo norte-americano a ministros do Supremo, um meio para levá-los a inocentar Bolsonaro e os demais golpistas. Nos próximos dias, Lula falará à Nação a respeito. Moraes se disse tranquilo e disposto a dar continuidade ao seu trabalho normalmente. Dispensou a ajuda do governo para defender-se das sanções nos Estados Unidos

Pesquisa AtlasIntel mostrou que Lula lidera todas as simulações de cenários em segundo turno, derrotando Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Bolsonaro, o inelegível, e os que hoje se apresentam como aspirantes a candidato a presidente nas eleições de 2026. O político com melhor imagem no país é Lula. Depois, os ministros Fernando Haddad e Marina Silva.

Segundo pesquisa Datafolha, 89% dos brasileiros acreditam que o tarifaço de Trump prejudicará a economia do Brasil. 77% também veem impacto negativo das sobretaxas na situação econômica pessoal, sendo que 43% avaliam que serão muito prejudicados, e 34% um pouco. Lula deve negociar para convencer os Estados Unidos a mudarem de ideia, dizem 72% dos entrevistados.

A revista de economia mais respeitada do mundo, The Economist, criticou em editorial as sanções aplicadas a Moraes com base na Lei Magnitsky, usada pelo governo americano para punir ditadores, generais genocidas e agentes de segurança acusados de assassinatos em série. “Moraes não fez nada parecido”, diz a revista. Tem agido “dentro da legalidade brasileira”.

Há sinais de que está por vir uma nova internação de Bolsonaro para cuidar da saúde. Em momentos de muita aflição, ele somatiza as dificuldades que enfrenta. Voltou a ter crises de soluço, o que não o impediu de participar de uma motociata, esta semana, em Brasília. O medo de ser preso o apavora. A tornozeleira eletrônica que monitora todos os seus passos é um incômodo insuportável.

 

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